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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Imposto de Renda 2026: Novas faixas de isenção e alíquotas anunciadas

A Tabela do Imposto de Renda 2026 traz novas faixas de isenção e alíquotas. Quem ganha até R$ 5.000 será isento. Mudanças afetam 16 milhões de contribuintes e buscam compensar perda de arrecadação com imposto sobre alta renda e dividendos.

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Imposto de Renda 2026: Novas faixas de isenção e alíquotas anunciadas

A Tabela do Imposto de Renda para 2026 (ano-base 2025) foi atualizada com mudanças significativas nas faixas de isenção e alíquotas. O governo anunciou que a isenção do IRPF será ampliada para quem ganha até R$ 5.000 mensais. Para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá uma redução no imposto cobrado.

A faixa de isenção atual, que era de R$ 2.428,80, foi ampliada. Com a aplicação de um desconto simplificado, a isenção efetiva chega a R$ 3.036 mensais, o equivalente a dois salários mínimos, cumprindo uma promessa do presidente Lula. Para aqueles que recebem acima de R$ 7.350, não haverá alterações na tabela geral do Imposto de Renda.

A nova tabela entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026 e deve beneficiar cerca de 16 milhões de contribuintes. A estimativa de perda de arrecadação com as mudanças é de R$ 31,2 bilhões.

Para compensar essa perda, o governo implementará um imposto mínimo sobre contribuintes de alta renda e a taxação de dividendos enviados ao exterior. A expectativa é arrecadar R$ 34,1 bilhões com essas medidas. O imposto mínimo incidirá sobre rendas superiores a R$ 50 mil mensais, com alíquotas progressivas de zero a 10% para quem recebe acima de R$ 1,2 milhão por ano. Estima-se que 141 mil contribuintes serão afetados.

A proposta também estabelece a retenção de 10% de IR na fonte sobre a distribuição de lucros e dividendos que ultrapassem R$ 50 mil mensais e sobre qualquer valor enviado ao exterior. Atualmente, dividendos são isentos de IR.

Estados e municípios não terão perdas com a mudança, pois a União se comprometeu a repassar automaticamente os recursos necessários por meio dos fundos de participação (FPE e FPM).

Fonte: O Globo

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