O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, integrará a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua próxima viagem aos Estados Unidos, prevista para março. Com isso, Haddad adia novamente sua saída do governo, inicialmente planejada para fevereiro.
A participação de Haddad na viagem é vista como estratégica para avançar nas negociações com o presidente Donald Trump sobre cooperação em segurança nacional e combate à lavagem de dinheiro. O governo brasileiro busca estreitar laços para investigar e prender criminosos que atuam em ambos os países.
Um dos focos da conversa entre Lula e Trump deve ser o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refinaria de Manguinhos, acusado de sonegar R$ 26 bilhões em impostos. A investigação aponta movimentação de recursos por meio de empresas offshore em paraísos fiscais americanos.
Haddad tem sido um porta-voz ativo no combate ao crime organizado e defende a inclusão do tema nas negociações bilaterais. A pressão por sua saída do Ministério da Fazenda aumenta caso ele decida se candidatar ao governo de São Paulo ou ao Senado, o que exigiria sua desincompatibilização até o início de abril.
A viagem a Washington ainda não tem data definida, mas ocorrerá em março. Lula já expressou publicamente o desejo de que Trump colabore na extradição de criminosos brasileiros, mencionando especificamente o caso de Magro.