A Azul Linhas Aéreas considera retomar operações em 14 cidades que tiveram voos suspensos durante seu processo de recuperação judicial. O anúncio foi feito pelo CEO da companhia, John Rodgerson, que afirmou que o objetivo é reavaliar essas rotas com base na rentabilidade.
Rodgerson explicou que o fechamento de bases foi uma medida necessária para a reestruturação financeira da empresa. "Nós somos maiores do que éramos em 2025. Sempre vamos buscar mercados onde temos mais rentabilidade", declarou o executivo em coletiva de imprensa.
A Azul concluiu sua recuperação judicial nos Estados Unidos em apenas nove meses, um tempo recorde em comparação com concorrentes como Latam e Gol. A rapidez do processo foi atribuída ao alinhamento com credores e à clareza das metas estabelecidas.
Com a saída do Chapter 11, a companhia reduziu cerca de US$ 1,1 bilhão em empréstimos e financiamentos, além de cortar quase 40% da dívida relacionada ao arrendamento de aeronaves. O capital social da Azul agora soma aproximadamente R$ 21,76 bilhões.
O CEO descartou a possibilidade de fusões ou aquisições, afirmando que a Azul não necessita desse tipo de estratégia após sair da recuperação judicial com um balanço financeiro mais saudável. A companhia aérea espera receber dois novos aviões da Airbus até o final do ano e focará em "crescer com responsabilidade".
Durante o processo, a Azul garantiu US$ 1,6 bilhão em financiamento e ampliou parcerias com a United Airlines e a American Airlines, que se tornaram acionistas com 8% de participação cada. A reorganização faz parte de um plano mais amplo anunciado em 2024 para reestruturar parcerias comerciais e financeiras.
Fonte: O Globo