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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Trump eleva tarifas globais e provoca cautela e ameaças de retaliação

Líderes globais reagem com cautela e estudam retaliações após Donald Trump anunciar aumento de tarifas. União Europeia convoca reunião de emergência e França e Alemanha coordenam resposta conjunta.

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Trump eleva tarifas globais e provoca cautela e ameaças de retaliação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (21) um aumento nas tarifas globais de 10% para 15%, gerando reações de cautela e o estudo de retaliações por parte de líderes mundiais. A União Europeia (UE) convocou uma reunião de emergência para discutir o impacto da decisão e o futuro do acordo comercial com os EUA. O porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill, expressou a busca por "clareza sobre os passos" de Washington e defendeu a "estabilidade e previsibilidade" nas relações.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que a UE coordenará uma resposta conjunta com aliados antes de sua visita a Trump. "Teremos um posicionamento muito claro sobre isso, porque a política alfandegária é uma questão da União Europeia", declarou à emissora "ARD". O ministro do comércio da França, Nicolas Forissier, indicou que a UE possui instrumentos para responder, incluindo um mecanismo "anticoerção" e um pacote suspenso de tarifas retaliatórias sobre mais de US$ 95 bilhões em produtos americanos. "Não podemos mais ser ingênuos. Temos que usar nossas ferramentas", disse ao "Financial Times".

O presidente francês, Emmanuel Macron, estudará as consequências da nova tarifa, ressaltando a importância do Estado de Direito após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegais as tarifas de Trump. O governo britânico espera manter sua posição comercial privilegiada, mas alertou que a decisão "pouco contribuiu para esclarecer as águas turvas", segundo William Bain, chefe da Câmara de Comércio Britânica (BCC).

Na América do Norte, Canadá e México adotaram uma postura de cautela. O Canadá, isento da nova tarifa por acordo prévio, reforça que as tarifas impostas pelos EUA são "injustificadas", conforme Dominic LeBlanc, ministro responsável pelas relações comerciais. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país analisará cuidadosamente a resolução, enquanto o ministro da Economia, Marcelo Ebrard, pediu "prudência".

No Japão, o governo manterá os termos do acordo comercial com os EUA, com a cúpula entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e Trump mantida para o próximo mês. Na Coreia do Sul, o governo declarou que a decisão da Suprema Corte anulava a taxa "recíproca" de 15% sobre seus produtos, mas tarifas sobre automóveis e aço permanecem vigentes. Taiwan avalia que a nova tarifa terá "impacto limitado" em sua economia, mas continuará monitorando os desdobramentos. Na Indonésia, o ministério da economia afirmou que está "acompanhando os últimos desenvolvimentos".

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