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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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COMÉRCIO INTERNACIONAL

EUA seguem com investigação contra o Brasil apesar de decisão da Suprema Corte

EUA reafirmam investigação contra o Brasil e China por práticas comerciais desleais, apesar de decisão da Suprema Corte. Medidas protecionistas de Trump seguem em curso.

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EUA seguem com investigação contra o Brasil apesar de decisão da Suprema Corte

Washington – O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, reafirmou nesta sexta-feira (21) que mantém a investigação comercial contra o Brasil e a China. A decisão ocorre poucas horas após o anúncio de novas tarifas de importação sobre diversos países, em retaliação à derrubada de tarifas anteriores pela Suprema Corte americana.

A investigação sobre o Brasil, iniciada em julho do ano passado com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mira supostas práticas comerciais desleais. Na época, Trump enviou uma carta ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva informando sobre uma tarifa de 50% e a abertura do processo.

Em nota oficial, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) declarou que as investigações em andamento, incluindo as que envolvem Brasil e China, prosseguirão. Caso sejam constatadas práticas desleais, a imposição de tarifas é uma das ferramentas consideradas pelo governo americano.

A menção explícita ao Brasil na nota do USTR sinaliza que o país continua sob observação na política comercial protecionista de Trump, independentemente da decisão da Suprema Corte. A investigação inicial americana citava desde o Pix e redes sociais até desmatamento ilegal e corrupção no Brasil.

O governo Trump também pretende manter tarifas já existentes, aplicadas sob a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, além de concluir apurações em curso e iniciar novas investigações sob a Seção 301. A agência ressaltou o compromisso em implementar a agenda comercial do presidente, focada em beneficiar trabalhadores e empresas americanas.

Trump argumenta que o déficit comercial dos EUA aumentou durante a gestão anterior e que a produção nacional tem sido prejudicada. No entanto, dados de dezembro de 2025 indicam que o déficit comercial atingiu US$ 901,5 bilhões no ano passado, o maior da série histórica, segundo o New York Times, o que questiona a eficácia da política protecionista adotada.

Fonte: O Globo

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