Brasil e Índia firmam parceria estratégica para minerais raros. O objetivo é criar uma cadeia de suprimentos mais resiliente diante de disrupções globais.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, declarou que o acordo "ajudará a moldar uma nova e resiliente cadeia de suprimentos". A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova Déli, no sábado.
O Brasil, detentor da segunda maior reserva de terras raras do mundo, pode se tornar um fornecedor alternativo para a Índia. O país asiático busca diminuir sua dependência da China para suprimentos essenciais em eletrônicos, energia limpa e defesa.
A Índia aderiu recentemente à iniciativa Pax Silica, liderada pelos EUA, focada em semicondutores, inteligência artificial e minerais críticos. O domínio chinês na extração e processamento desses minerais é uma preocupação crescente mundialmente.
Brasil e Índia buscam fortalecer sua cooperação para se consolidarem como líderes do mundo em desenvolvimento e ampliar sua influência em tecnologias e cadeias de suprimentos globais.
Em julho, Modi visitou o Brasil e os dois países já haviam acordado estreitar laços em defesa, energia, segurança alimentar e redução de barreiras comerciais.
Lula destacou que "o aumento dos investimentos e da cooperação em energia renovável e minerais críticos está no centro do acordo pioneiro que assinamos hoje". Ambos os países visam avançar além do papel de meros fornecedores de matéria-prima, entrando no processamento desses recursos.