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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas; CNI e setores industriais reagem

CNI e setores como café, plástico e pescado reagem à decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou tarifas impostas por Donald Trump. Novas tarifas globais de 10% foram anunciadas.

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Suprema Corte dos EUA derruba tarifas; CNI e setores industriais reagem

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta sexta-feira (20) que acompanha com atenção a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar tarifas sobre produtos importados, impostas globalmente pelo ex-presidente Donald Trump. A entidade estima que a suspensão dessas tarifas teria um impacto de US$ 21,6 bilhões nas exportações brasileiras, com base em dados de 2024.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a relevância da parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos e o impacto significativo de tais medidas no comércio bilateral. A decisão da Suprema Corte especificamente derrubou tarifas impostas com base na International Emergency Economic Powers Act (Ieepa). Outras tarifas, como as baseadas na seção 232 da Trade Expansion Act (relacionadas à segurança nacional, como aço e alumínio) e taxas sobre práticas desleais, permanecem em vigor.

O setor cafeeiro celebrou a decisão. Pavel Cardoso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), afirmou que a medida reforça a segurança jurídica e o respeito às competências legais nas relações comerciais internacionais. Ele ressaltou que, para a indústria do café, a previsibilidade e regras claras são fundamentais.

Outras associações também reagiram positivamente. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) considera a decisão um alívio relevante que elimina parte da imprevisibilidade no ambiente comercial. A entidade, no entanto, alertou que Trump anunciou uma nova tarifa global de 10% por 150 dias, com base em outro instrumento legal, o que indica uma reconfiguração da estratégia comercial dos EUA.

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) vê a decisão com otimismo, projetando um aumento de até 100% nas exportações brasileiras de pescados para os EUA caso o cenário de queda das tarifas se consolide. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) acompanha com cautela os desdobramentos, lembrando que os EUA são o principal destino das exportações brasileiras do setor e que tarifas adicionais podem comprometer a competitividade.

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