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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA NACIONAL

Escolas de Samba: Homenagens Políticas Viram Polêmicas e Quedas no Carnaval

Em 2006, escola paulistana Leandro de Itaquera homenageou Alckmin e Serra, gerando revolta no PT. Em ambos os casos, escolas foram rebaixadas. Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula este ano, também sofreu com polêmicas.

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Escolas de Samba: Homenagens Políticas Viram Polêmicas e Quedas no Carnaval

Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 2026 – O Carnaval deste ano traz à tona um paralelo histórico de polêmicas envolvendo escolas de samba e homenagens a figuras políticas. Assim como a Acadêmicos de Niterói, que neste ano desagradou o PT com um enredo sobre Luiz Inácio Lula da Silva, a Leandro de Itaquera, de São Paulo, viveu situação semelhante em 2006. Na época, a agremiação paulistana provocou a fúria do Partido dos Trabalhadores ao apresentar bonecos dos então pré-candidatos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra em seu desfile.

Vinte anos separam os episódios, mas o desfecho para as escolas foi o mesmo: rebaixamento. Em 2006, a Leandro de Itaquera, com seu enredo sobre festas e tradições paulistas, exibiu um carro alegórico com representações de Alckmin e Serra, aliados a Mário Covas e um tucano. A homenagem gerou forte reação do PT, que protocolou ação popular e requerimento na Câmara Municipal de São Paulo. Vereadores petistas acusaram a escola de utilizar dinheiro público para fins de campanha eleitoral.

Apesar da tentativa de obter uma liminar para impedir o desfile do carro alegórico, a apresentação ocorreu. Naquele pleito, Lula foi reeleito presidente, derrotando Geraldo Alckmin, enquanto Serra tornou-se governador de São Paulo. O então comandante da Leandro de Itaquera, Leandro Alves Martins, havia concorrido a vereador pelo PSDB em 2004.

Este ano, a Acadêmicos de Niterói enfrentou críticas e questionamentos na Justiça Federal por seu enredo que narrava a trajetória de Lula. Parlamentares da oposição alegaram ilícito eleitoral e intolerância religiosa por uma ala que retratava evangélicos. A Justiça, contudo, rejeitou ações contra a escola, considerando que não houve propaganda eleitoral antecipada. A Liesa, órgão que rege o carnaval do Rio, esclareceu que o repasse de R$ 1 milhão a cada escola do Grupo Especial, via Embratur e Ministério da Cultura, seguiu a mesma lógica de apoio federal de anos anteriores, distribuído de forma equânime.

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