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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Decisão de Dino sobre teto salarial pressiona Congresso por lei

Ministro Flávio Dino proíbe benefícios acima do teto salarial do funcionalismo público, impulsionando discussões no Congresso para regulamentação via lei geral e controle de supersalários.

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Decisão de Dino sobre teto salarial pressiona Congresso por lei

O ministro do STF, Flávio Dino, proibiu benefícios que ultrapassem o teto salarial do funcionalismo público. A decisão acirrou a pressão no Congresso Nacional para a criação de uma lei geral que regulamente verbas indenizatórias e controle os chamados supersalários no serviço público. Parlamentares de base e oposição concordam sobre a necessidade de regras uniformes para evitar que diferentes Poderes e órgãos criem mecanismos de remuneração próprios que burlam o limite constitucional, fixado atualmente em R$ 46,3 mil.

"O Congresso precisa fazer uma lei para enfrentar esse tema de forma estrutural. Isso está colocado na própria decisão do ministro Dino", afirmou o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). A deputada Maria do Rosário (PT-RS) defendeu que o Legislativo assuma a regulamentação, destacando que Dino levanta "uma bandeira moral que a sociedade exige, contra os penduricalhos". O senador Cleitinho (Republicanos-MG) elogiou a decisão e defendeu regulamentação rápida.

No entanto, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) criticou a atuação de Dino, sugerindo que a discussão deveria ser conduzida pelo Legislativo e acusando o ministro de "autoritarismo". O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já havia defendido o debate pelo Congresso, afirmando que a decisão de Dino foi "feliz" e que a sociedade cobra uma solução.

A decisão de Dino amplia uma liminar de fevereiro, determinando que órgãos dos Três Poderes detalhem, em 60 dias, todos os pagamentos acima do teto e proíbam a criação de novos benefícios que o contornem. Parlamentares admitem que a intervenção do STF serve como freio diante da dificuldade política do Congresso em restringir vantagens remuneratórias, evitando desgastes e inviabilizando a derrubada do veto de Lula sobre o projeto que permitia pagamentos extrateto a servidores do Legislativo.

A manifestação de Dino, proferida no julgamento de embargos em reclamação de procuradores municipais de São Paulo, foi ampliada devido ao descumprimento "massivo e generalizado" da jurisprudência do STF sobre o teto. Dino apontou "multiplicação anômala" de verbas indenizatórias para elevar remunerações além do limite.

O tema deve voltar ao plenário do STF no dia 25, com expectativa de ampliar a pressão para que o Congresso avance na elaboração de uma norma nacional que uniformize critérios para pagamentos indenizatórios e reduza disputas sobre o teto salarial.

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