O senador Carlos Portinho (PL-RJ) visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília com o objetivo de formalizar sua pré-candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro. A decisão final, no entanto, ficou condicionada a uma conversa entre Bolsonaro e seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também almeja uma vaga na chapa majoritária.
Em conversa na Papudinha, local onde Bolsonaro está detido, Portinho apresentou sua intenção de disputar uma das duas vagas ao Senado, destacando-se como representante do campo ideológico da direita no estado. Bolsonaro teria reconhecido a pré-candidatura, mas informou que Flávio terá a palavra final sobre a composição da chapa fluminense.
A disputa por uma vaga no Senado no Rio de Janeiro apresenta outros nomes fortes, como o governador Cláudio Castro (PL) e os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Portinho ressaltou a importância de eleger senadores alinhados ideologicamente para fortalecer a bancada conservadora e o enfrentamento institucional a partir de 2027.
Bolsonaro também teria mencionado a estratégia de priorizar a candidatura de Flávio à Presidência e a formação de palanques em outros estados, citando Santa Catarina como um cenário mais definido com as candidaturas de Carol de Toni e Carlos Bolsonaro. A declaração surge em meio a tensões internas no PL catarinense.
Em outra frente, o senador Bruno Bonetti também se reuniu com Bolsonaro, tratando da composição para o Senado e do cenário eleitoral. Ambos os senadores relataram o estado de saúde fragilizado de Bolsonaro, que estaria sob forte medicação e com a saúde debilitada, mas com o espírito confiante.
Apesar de sua condição, aliados consideram que Bolsonaro continua sendo uma referência política nas decisões do PL para 2026, especialmente nas disputas ao Senado, que ele considera uma prioridade estratégica. A articulação para as eleições majoritárias, no entanto, tem contado com a atuação central do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.