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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA GLOBAL

Economist alerta para risco de 'brasilização' da economia global

Revista britânica alerta para risco de 'brasilização' da economia global, citando dificuldades do Brasil em gerenciar dívida pública com juros altos e fragilidades fiscais.

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Economist alerta para risco de 'brasilização' da economia global

A revista britânica The Economist alertou que economias ricas devem ficar atentas ao risco de uma "brasilização" da economia global. O diagnóstico crítico sobre o Brasil aponta a dificuldade em gerenciar a dívida pública com juros elevados, que no país atingiram 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006. Embora o Brasil apresente indicadores positivos como crescimento razoável (1,8% previsto para este ano), um Banco Central independente e resultado primário próximo do equilíbrio, a publicação destaca que a dívida líquida, embora menor que a de países ricos, é alta para uma economia emergente. Veja a matéria completa em Economist alerta para risco de 'brasilização' da economia global.

O "afrouxamento de gastos" promovido pelo governo eleva a necessidade de empréstimos para cobrir juros, que podem chegar a 8% do PIB anualmente. A revista prevê um aumento da dívida pública brasileira caso os juros não caiam significativamente.

A Economist compara a situação brasileira com a de países ricos como EUA, Reino Unido, França e Itália, que também enfrentam pressão fiscal, mas com custo de endividamento menor. A fragilidade institucional, a sensibilidade da inflação e a trajetória do Orçamento são apontados como fatores de turbulência.

O caráter engessado do Orçamento e os altos gastos com aposentadorias (10% do PIB), além da correção desses benefícios atrelada ao salário mínimo, são pontos de preocupação. Sem reformas, o Brasil pode gastar mais com pensões do que países ricos e envelhecidos até 2050.

A publicação traça paralelos com os EUA, onde o ex-presidente Donald Trump politizou o Departamento de Justiça e criticou o Federal Reserve. A inflação pós-pandemia e o envelhecimento populacional aumentam os gastos com saúde e aposentadorias em diversas nações.

Diante desse cenário, a revista conclui que o Brasil enfrenta um dilema: aplicar austeridade profunda ou lidar com uma espiral de juros da dívida.

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