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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Estudo do FMI: Bolsa Família não afasta mulheres do trabalho, exceto com filhos pequenos

Fundo Monetário Internacional aponta que Bolsa Família não afasta mulheres do mercado de trabalho, mas ressalta desafios com filhos pequenos. Ampliar creches e reduzir disparidade salarial são indicados como soluções.

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Estudo do FMI: Bolsa Família não afasta mulheres do trabalho, exceto com filhos pequenos

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou que o programa Bolsa Família não impacta negativamente a participação feminina na força de trabalho. A exceção são as mulheres com filhos de até seis anos, que tendem a deixar o mercado de trabalho para se dedicar aos cuidados familiares.

A pesquisa aponta que as mulheres dedicam, em média, dez horas semanais a mais que os homens em tarefas domésticas não remuneradas. O FMI destaca a importância da inclusão feminina no mercado de trabalho para o crescimento econômico do país. Um cenário onde a diferença de participação entre homens e mulheres caísse de 20 para 10 pontos percentuais poderia impulsionar o crescimento em meio ponto percentual até 2033.

Mulheres são as principais gestoras financeiras dos lares, com quase 85% das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família sendo chefiadas por elas. O nascimento do primeiro filho leva metade dessas mulheres a deixarem seus empregos até dois anos após o evento. O FMI sugere a ampliação do acesso a creches, o incentivo ao trabalho remunerado e a equiparação salarial como soluções.

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