O governo do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluiu as gigantes chinesas Alibaba e BYD, além de outras empresas de tecnologia como Baidu, RoboSense e TP-Link, em uma lista de companhias que supostamente auxiliam as Forças Armadas da China. A medida, anunciada pelo Pentágono, funciona como um alerta a investidores, embora não implique sanções legais imediatas.
A inclusão dessas empresas, que já somam mais de 130 entidades acusadas de colaboração com o exército chinês, ocorre em um momento delicado nas relações entre EUA e China, especialmente com a proximidade de uma visita de Trump a Pequim. A lista abrange setores diversos, desde companhias aéreas e de construção até fabricantes de hardware e telecomunicações.
A Alibaba, dona do AliExpress, expressou veementemente sua discordância, afirmando que não há base para sua inclusão na lista que restringe negócios com o Departamento de Defesa dos EUA. Um porta-voz da empresa declarou que a Alibaba não é uma entidade militar chinesa nem faz parte de estratégias de fusão civil-militar, prometendo tomar todas as medidas legais cabíveis contra a decisão.
As ações da Alibaba e da Baidu registraram quedas no mercado após o anúncio. A análise de especialistas jurídicos aponta que a entrada na lista pode gerar implicações diretas e indiretas, como restrições a contratos de defesa, danos à reputação e aumento nos custos de conformidade para as empresas afetadas.