A Câmara dos EUA derruba tarifas de Trump sobre produtos canadenses, com maioria republicana, votou nesta quarta-feira (data exata da votação) para encerrar as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre produtos importados do Canadá. A decisão representa o mais forte revés político para as políticas tarifárias de Trump até o momento.
A votação pressiona a principal política econômica do governo e ocorre a poucos meses das eleições legislativas. Parlamentares republicanos em distritos afetados pelas tarifas tiveram que se posicionar, com alguns optando por contrariar o presidente.
A medida também expõe a ansiedade crescente em relação à agenda econômica da Casa Branca antes das eleições, que devem focar em questões de custo de vida. Democratas criticaram republicanos que votaram a favor das tarifas, acusando-os de defender políticas que elevam o preço de bens para os consumidores.
Embora seja provável que Trump vete qualquer legislação que revogue suas tarifas, a deserção de seis republicanos, somada à oposição da maioria dos democratas, evidencia a posição frágil do presidente na Câmara.
Republicanos buscam manter o controle do Congresso em novembro, desafio dificultado pela baixa aprovação de Trump em temas como economia e imigração.
Democratas têm demonstrado força em eleições recentes, superando expectativas em diversas disputas em estados como Texas, Nova Jersey e Virgínia.
A votação ocorre enquanto Trump considera abandonar o pacto comercial USMCA com México e Canadá, uma decisão que poderia agravar tensões comerciais na América do Norte. Cerca de 80% dos produtos canadenses já são isentos de tarifas sob o acordo.
A votação representou um revés para o presidente da Câmara, Mike Johnson, aliado de Trump, que por meses impediu a votação de projetos sobre tarifas no plenário. A decisão de levar o tema a voto ocorreu após republicanos se unirem a democratas para rejeitar a prorrogação do bloqueio.
Johnson argumentou que a proibição deveria ser mantida até uma decisão da Suprema Corte sobre a legalidade das tarifas globais de emergência impostas por Trump, prevista para 20 de fevereiro.
O Senado, também controlado por republicanos, já havia votado contra tarifas impostas ao Brasil e taxas globais de emergência, além das tarifas sobre o Canadá.
Fonte: O Globo