Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Grupo de Paes estuda ação no STF contra regras de eleição indireta no Rio

Grupo de Eduardo Paes considera levar ao STF regras de eleição indireta para o governo do Rio, aprovadas pela Alerj. A principal contestação é o prazo para desincompatibilização de cargos públicos.

Compartilhe
WhatsApp
Grupo de Paes estuda ação no STF contra regras de eleição indireta no Rio

Aliados do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), analisam a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra as regras aprovadas pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para uma eventual eleição indireta ao governo estadual. A discussão ocorre na cúpula do PSD e visa contestar prazos flexíveis para desincompatibilização de cargos e o poder dado aos partidos na escolha de candidatos.

A eleição indireta, que ocorreria caso o atual governador Cláudio Castro (PL) renuncie para disputar o Senado, seria decidida pelos 70 deputados estaduais. O prazo para Castro decidir sobre a renúncia é 4 de abril. As regras da Alerj, aprovadas na última quarta-feira, são vistas como um obstáculo para nomes como o secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione (PL), preferido de Castro e com apoio de Paes.

O deputado Luiz Paulo (PSD), decano da Alerj, apresentou voto divergente na Comissão de Constituição e Justiça, questionando o prazo de 24 horas após a renúncia de Castro para que interessados deixem seus cargos. Ele defende o prazo de seis meses, comum em eleições diretas, que impediria candidaturas de nomes como Miccione, Douglas Ruas (PL) e André Ceciliano (PT).

"Assim que o projeto for sancionado e virar lei, pretendo que meu partido leve o assunto ao STF. O prazo de desincompa­ti­bilização tem que ser de seis meses, esta é a jurisprudência do Supremo. E também entendo que há problemas na emenda feita ao projeto para dizer que a escolha dos candidatos cabe aos partidos", declarou Luiz Paulo.

A judicialização da questão no STF pode adiar a escolha do governador-tampão, cenário considerado favorável ao grupo de Paes, que busca evitar que um adversário assuma o estado antes da eleição direta em outubro. Enquanto isso, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Ricardo Couto, assume interinamente o Palácio Guanabara.

Leia também