Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva interpretam a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) como um indicativo da consolidação da polarização eleitoral entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A redução da vantagem de Lula sobre Bolsonaro, de 7 para 5 pontos percentuais, é considerada uma oscilação dentro da margem de erro.
Integrantes do governo federal avaliam que ainda é cedo para que medidas positivas, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e o programa Gás do Povo, impactem significativamente as intenções de voto em Lula. Deputados como Lindbergh Farias (PT-RJ) e Jilmar Tatto (PT-SP) veem poucas chances para candidaturas de "terceira via", citando Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo) e Ratinho Júnior (governador do Paraná) como nomes com potencial eleitoral limitado para a presidência.
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), ex-presidente da Câmara, reconhece o favoritismo de Lula, mas alerta que a eleição será disputada, com forte componente ideológico. Ele prevê ataques à gestão petista e defende a ampliação de alianças partidárias.
A expectativa no Planalto é que os efeitos da isenção ampliada do IR se sintam nos próximos meses. Com a terceira via enfraquecida, o governo busca atrair o Centrão, especialmente aqueles aliados não entusiasmados com a candidatura de Flávio Bolsonaro.