O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil atravessa um momento decisivo, comparado ao "Criança Esperança", e necessita emitir sinais inequívocos para investidores internacionais a fim de atrair capital privado.
Em sua participação na CEO Conference, em São Paulo, Galípolo destacou a baixa produtividade como um problema estrutural da economia brasileira. Ele observou que os reajustes salariais no país têm superado a inflação e os ganhos de produtividade, o que demanda um ambiente mais favorável ao investimento. Ele defende que a estabilidade é foco do BC, diz Galípolo.
"É um momento meio Criança Esperança aqui, depende de nós", declarou o presidente do BC, enfatizando que a atração de investimentos privados é crucial para o desenvolvimento sustentável e o aumento da produtividade.
Galípolo também ressaltou a necessidade de discutir por que o Brasil mantém taxas de juros mais elevadas em comparação a outros países para alcançar suas metas de inflação. Ele defende a meta de inflação e questiona juros altos no Brasil.
Diante de incertezas como o cenário geopolítico e as eleições internas, o BC manterá uma postura cautelosa. "O Banco Central está mais para um transatlântico do que para um jet ski. Ele não pode fazer grandes movimentos e mudanças. Ele se move de uma maneira mais comedida e segura", comparou.