O Espírito Santo reconquistou a segunda posição no ranking nacional de produção de petróleo, superando São Paulo. A ascensão é impulsionada pelo Campo de Jubarte, localizado no Parque das Baleias, na Bacia de Campos. Em 2025, a produção diária de óleo no estado atingiu cerca de 193 mil barris, representando 5,1% da produção nacional, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O Rio de Janeiro segue como o maior produtor, com 87,8% do total.
O Campo de Jubarte, operado pela Petrobras e situado a 76 quilômetros do Pontal de Ubu, em Anchieta, foi o grande responsável pelo crescimento, respondendo por 77,3% da produção capixaba e registrando um aumento de 32,8% entre 2024 e 2025. A entrada em operação do navio-plataforma FPSO Maria Quitéria em outubro de 2024 elevou significativamente a capacidade produtiva, com um volume diário de 100 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural.
O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) destaca a importância estratégica de Jubarte, que ao final de 2025 se posicionou como o quinto maior campo produtor do país. O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) ressalta o protagonismo da Petrobras no investimento em exploração e produção, gerando efeitos positivos na economia regional e fortalecendo a arrecadação do estado e dos municípios vizinhos.
O Espírito Santo já ocupou a vice-liderança entre 2007 e 2018. A produção industrial do estado cresceu 11,6% em 2025, superando a média nacional e consolidando a posição estratégica do Espírito Santo na economia brasileira. A cadeia produtiva do setor de petróleo e gás emprega mais de 15 mil trabalhadores formais no estado.
Apesar dos avanços, o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (SindipetroES) pede cautela, lembrando que a produção atual ainda é inferior a outros períodos, como em 2021, quando o estado produzia mais de 210 mil barris diários. O sindicato cobra investimentos na Bacia do Espírito Santo, que tem apresentado queda na produção, e critica a falta de novos investimentos por parte de empresas que adquiriram campos privatizados.
Fonte: Agência Brasil