O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, reuniu-se com o presidente estadual do PL, Altineu Cortes, em Brasília. O encontro, realizado na sede nacional do partido, discutiu a sucessão de Castro no governo estadual. O governador deixará o cargo em abril para concorrer ao Senado.
Há divergência dentro do PL sobre quem deve disputar o mandato-tampão do governo, em eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Castro apoia o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione. Parlamentares do partido defendem o deputado estadual Douglas Ruas.
O argumento para Ruas é que ele seria mais competitivo contra o prefeito Eduardo Paes (PSD) em outubro, caso já ocupasse o governo. Miccione, por outro lado, é visto por Castro como um nome de confiança, sem ambições políticas para outubro e com potencial para atrair mais legendas.
O pleito indireto é necessário pois o Rio de Janeiro não tem vice-governador desde maio do ano passado, quando Thiago Pampolha renunciou para assumir o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que seria o segundo na linha sucessória, foi preso e afastado do cargo, respondendo a investigações da Polícia Federal. Aliados de Castro argumentam que o novo presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli, não poderia assumir o governo.
A legislação estadual prevê que, se o cargo de governador ficar vago na segunda metade do mandato, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, assume e convoca eleição indireta na Alerj em até trinta dias.
A escolha de Miccione poderia beneficiar Eduardo Paes, pré-candidato ao governo, pois enfrentaria um adversário sem o controle da máquina pública estadual.