O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se reuniu nesta segunda-feira (9) com a cúpula do MDB, em Brasília, e o gesto passou a influenciar a articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para montar um palanque competitivo no estado em 2026.
Na avaliação de aliados do Planalto, o encontro reforçou a possibilidade de o MDB indicar o vice de Tarcísio em uma chapa de reeleição. Isso reduz o espaço para uma aliança do partido com Lula no maior colégio eleitoral do país e aumenta a pressão sobre a permanência da ministra do Planejamento, Simone Tebet, na legenda.
O MDB segue peça relevante nas conversas, mas dirigentes e interlocutores do governo enxergam dificuldade para um alinhamento nacional com Lula. O partido está dividido, com resistência de diretórios estaduais a um apoio formal ao presidente. Em São Paulo, o controle da sigla pelo deputado Baleia Rossi, que mantém proximidade com Tarcísio, empurra o MDB paulista para um campo mais à direita.
Esse cenário afeta diretamente Simone Tebet. Se o MDB avançar em direção a Tarcísio, cresce a chance de a ministra deixar o partido. Integrantes do entorno político dela apontam o PSB como destino mais provável caso ela pretenda disputar as eleições de 2026. A definição depende de conversa com Lula e do calendário partidário.
No PT, a prioridade segue sendo manter o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como nome central em São Paulo. A direção do partido trabalha com a hipótese de lançá-lo ao governo estadual. Nesse desenho, Tebet poderia disputar uma vaga ao Senado para ampliar o arco de alianças da chapa.
Aliados do governo também discutem alternativas. Uma delas inverte as posições: Tebet na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes e Haddad ao Senado. Outra, considerada menos provável, coloca o vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato ao governo paulista, com Haddad no Senado e Tebet, já no PSB, ocupando a vaga de vice na chapa presidencial.
As conversas sobre São Paulo se encaixam em uma estratégia mais ampla de Lula para aproximar partidos de centro e de direita e ampliar alianças para 2026. Até aqui, não há definição sobre candidaturas nem sobre a composição final das chapas no estado.
Fonte: g1