Brasil, 8 de fevereiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Presidente do TCU revela que inspeção no Banco Master reforça segurança jurídica

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, afirmou nesta segunda-feira (12) que a inspeção no processo de liquidação do Banco Master garante maior segurança jurídica ao procedimento. Segundo ele, o procedimento deve ser concluído em menos de um mês, após acordo entre o órgão e o Banco Central (BC) para análise dos documentos.

Conciliação entre TCU e Banco Central na fiscalização do Banco Master

Em reunião na sede do BC, Vital do Rêgo, acompanhado do relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, discutiu estratégias para equilibrar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC. O objetivo foi encontrar uma solução que possibilite a inspeção técnica sem comprometer a independência da autoridade monetária.

A expectativa é que o plenário do TCU analise a proposta de inspeção na decisão do BC sobre a liquidação do Banco Master em 21 de janeiro. Ainda não há manifestação oficial do BC quanto às declarações do ministro Vital do Rêgo.

Segurança jurídica e continuidade do processo de liquidação

Vital do Rêgo destacou que a reunião ajuda a afastar a possibilidade de aplicação de medida cautelar contra a venda de ativos do banco, uma vez que, em despachos anteriores, ele sinalizou a possibilidade de determinar a suspensão da venda.

Em entrevista à GloboNews, o ministro afirmou que o envolvimento do TCU na questão não foi um erro e que a decisão do Banco Central de liquidar o banco de Daniel Vorcaro foi correta. “O que nós veremos é que o BC teve toda razão em liquidar o Banco Master, como faz qualquer agência reguladora”, declarou.

Reunião amigável e respeito às competências institucionais

Jhonatan de Jesus reforçou que o diálogo entre o órgão e o Banco Central foi “em tom amistoso e cooperativo”. Segundo ele, o entendimento foi de que a fiscalização do TCU é legítima e deve respeitar o sigilo documental e a discricionariedade técnica do BC. “A inspeção seguirá os trâmites regimentais normais, respeitando o due process”, afirmou.

Contexto e repercussões do caso

Na semana anterior, o confronto entre as instituições se intensificou após o ministro Jhonatan de Jesus determinar uma inspeção nos documentos do BC, alegando falta de informações nos pareceres da autoridade monetária sobre a liquidação do banco. O BC reagiu e recorreu, defendendo a necessidade de deliberação colegiada.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou confiança na decisão do BC, ressaltando a solidez do setor bancário e a independência do órgão regulador. A entidade destacou que “a força do sistema financeiro se sustenta na credibilidade do regulador”.

O caso, que ganhou grande repercussão pública, continua sob análise, com o prazo para conclusão da inspeção e definição do entendimento institucional ainda em andamento. A expectativa é que o processo traga maior clareza e segurança às decisões tomadas pelas autoridades.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes