O bispo Robson Rodovalho, que foi indicado pela defesa de Jair Bolsonaro para prestar assistência religiosa ao ex-presidente, compartilhou durante uma entrevista ao Metrópoles que aguarda uma “decisão humanitária” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a autorização para visitá-lo. Rodovalho salientou a importância do apoio espiritual para aqueles que se encontram em situações difíceis.
A importância da assistência espiritual
Durante a entrevista, o bispo declarou: “Uma pessoa nessa situação entra em um abismo. Ela precisa ser ajudada a entender que é só um momento, que vai passar. Precisamos ministrar a força interior e reprogramar a mente.” Ele enfatizou que a palavra de Deus pode desempenhar um papel fundamental nesse processo de reabilitação emocional. Para Rodovalho, a amizade que mantém com Bolsonaro há mais de 20 anos o motiva ainda mais a oferecer ajuda ao ex-presidente, que, segundo ele, está “emocionalmente atingido” e lida com outras enfermidades.
Pedido de assistência enviado ao STF
A defesa de Bolsonaro, liderada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), já formalizou o pedido de assistência religiosa ao STF. No documento apresentado, a defesa argumenta que “a liberdade religiosa constitui direito fundamental assegurado a todos os cidadãos, inclusive àqueles que se encontram sob custódia estatal”. A defesa enfatiza que essa garantia não apenas preserva as convicções pessoais de um indivíduo, mas também permite o “pleno exercício da fé” através de acompanhamento espiritual de ministros religiosos de confiança.
O que Rodovalho planeja oferecer a Bolsonaro
Se a autorização for concedida, o bispo Robson Rodovalho manifestou a intenção de levar músicas de louvor para a cela onde Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. O ex-presidente atualmente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses, tendo sido condenado por tentativa de golpe de Estado. Rodovalho acredita que esse tipo de assistência pode ajudar não apenas na fé, mas também na recuperação emocional de Bolsonaro durante esse período complicado.
Supervisão institucional e resposta do STF
Além de Rodovalho, o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni (PL) também foi indicado para oferecer assistência espiritual ao ex-presidente. O pedido da defesa sugere que o atendimento espiritual seja realizado de maneira individual, com supervisão institucional, garantindo que não haja interferências na rotina normal do estabelecimento prisional.
Atualmente, a solicitação de assistência está nas mãos do ministro Moraes, que enviou a demanda à Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR possui um prazo de cinco dias para se manifestar sobre o pedido, que pode influenciar diretamente na possibilidade de visita religiosa a Bolsonaro.
O impacto da religião na prisão
Assistência religiosa muitas vezes desempenha um papel significativo na vida de pessoas privadas de liberdade, promovendo esperança e um senso de propósito. Esse tipo de apoio espiritual pode ajudar na reabilitação dos detentos, proporcionando momentos de reflexão e conexão com crenças pessoais que muitas vezes são fundamentais para a saúde mental e emocional dos indivíduos. Assim, o desenrolar dessa situação não é apenas uma questão legal, mas também profundamente humana.
Em suma, a decisão do STF sobre o pedido da defesa de Bolsonaro poderá ter um impacto significativo não apenas na vida do ex-presidente, mas também na discussão mais ampla sobre os direitos dos detentos e a importância da assistência religiosa em contextos de privação de liberdade.














