No fim de 2026, Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a cativar a atenção do mercado financeiro. Em uma série de encontros com figuras proeminentes, como André Esteves, presidente do BTG Pactual, o senador está em busca de uma figura que possa desempenhar um papel crucial em sua futura administração — um novo “Posto Ipiranga”, similar à função que Paulo Guedes exerceu durante o governo de seu pai.
O contexto das visitas do senador
Esses encontros não são à toa. A candidatura de Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, parece ter deixado a Faria Lima à deriva. Para evitar que essa relação se deteriorasse ainda mais, Flávio busca se aproximar do mercado, conscientizando-se de que uma liderança econômica sólida pode ser a chave para seu sucesso político. Vale lembrar que, em dezembro passado, o anúncio da candidatura de Flávio impactou diretamente a bolsa e a cotação do dólar, fazendo com que o ambiente econômico se tornasse ainda mais tenso.
A busca por nomes capazes
Atualmente, Flávio tem em mente dois nomes para o cargo, que são menos impactantes que Guedes e Campos Neto: Gustavo Montezano e Adolfo Sachsida. Montezano, ex-presidente do BNDES, possui experiência tanto no BTG quanto em outras instituições financeiras de peso. Já Sachsida, que foi secretário de Política Econômica de Guedes, tem ganhado destaque na mídia e nas redes sociais por suas críticas ao STF, especificamente ao ministro Alexandre de Moraes. Vale pontuar que a defesa de Bolsonaro busca integrá-lo ao time legal do ex-presidente, uma manobra que poderia facilitar sua inserção na política de forma mais próxima.
O discurso liberal em voga
Em suas interações com o mercado e em entrevistas, Flávio tem adotado um discurso liberal, que é típico dos anos eleitorais. Ele defende a privatização dos Correios — uma estatal que tem enfrentado problemas financeiros — ao mesmo tempo em que suas propostas para a Petrobras e outras estatais são menos claras. Ele almeja, assim como seu pai em 2018, realizar cortes de gastos, mas evita tocar em temas que são polémicos e que gerariam descontentamento público, tais como a desvinculação dos benefícios da Previdência e alterações nos investimentos em saúde e educação.
Estratégias de aproximação com o eleitorado
Flávio tem se esforçado para desassociar sua imagem da elite, e suas votações recentes — como o apoio à ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e as sugestões de apoio ao Bolsa Família — mostram essa tentativa. Essas manobras são cruciais para angariar votos, especialmente em um cenário político polarizado onde a imagem pode influenciar diretamente nas urnas.
Conclusão: o caminho à frente
Com a proximidade das eleições, o prazo para Flávio Bolsonaro montar sua equipe e definir sua estratégia se torna cada vez mais curto. O mercado financeiro observa atentamente seus movimentos, ansioso por saber quem será o novo “Posto Ipiranga” do senador. Se conseguir garantir uma liderança econômica forte e viável, Flávio poderá traçar um caminho promissor rumo ao sucesso em sua jornada política, mas terá que ser cauteloso e estratégico em suas próximas decisões.
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