Brasil, 2 de fevereiro de 2026
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Intervenção dos EUA na Venezuela impacta estratégia de Lula para 2026

A recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela traz novos desafios para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e suas aspirações para a eleição de 2026. Líderes da direita brasileira avaliam que a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro compromete uma das principais cartas na manga de Lula: sua aproximação com o presidente norte-americano Donald Trump. Esse contexto pode complicar a narrativa que o petista pretende construir durante a campanha eleitoral.

Reação de Lula à intervenção dos EUA

Após os primeiros ataques aéreos na Venezuela, Lula manifestou sua indignação em relação às ações dos EUA, considerando-as uma “afronta gravíssima à soberania venezuelana”. Essa posição reafirma a postura crítica de Lula em relação à intervenção militar, algo que pode contrastar com os interesses de se aproximar politicamente dos EUA para fortalecer sua imagem frente aos desafios eleitorais que se avizinham.

Contexto da crise

Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram suas operações militares na região, justificando as ações com um suposto combate ao narcotráfico, sem apresentar evidências concretas. A escalada militar culminou em uma operação que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cília Flores, o que, segundo analistas, pode abrir um novo capítulo nas relações diplomáticas e nas campanhas políticas na América do Sul.

A posição da direita brasileira

O entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à presidência, analisa que Lula poderá ter dificuldades em usar como trunfo sua relação com Trump se, ao mesmo tempo, condenar a intervenção militar dos EUA. Os líderes da direita acreditam que a situação pode ser usada para deslegitimar a candidatura de Lula, reforçando a imagem dele como um político que não consegue manter boas relações internacionais, principalmente com Washington.

Além disso, os aliados de Flávio Bolsonaro apontam que a prisão de Maduro pode conduzir a investigações sobre as ligações do ditador venezuelano com políticos e figuras influentes na América Latina. Esse cenário abre espaço para que a direita explore eventuais vínculos que Lula possa ter com Hugo Chávez e com a atual gestão na Venezuela, o que poderia impactar sua imagem e suas chances à reeleição.

O impacto da operação militar

  • A ofensiva dos EUA começou em setembro de 2025, com ataques a embarcações venezuelanas;
  • O governo americano mobilizou uma frota militar considerável, incluindo o maior porta-aviões do mundo;
  • Maduro é acusado de ser o líder do Cartel de los Soles, considerado pelos EUA uma organização terrorista internacional;
  • A captura de Maduro foi acompanhada por um aumento significativo nas tensões diplomáticas na região.

As eleições de 2026 e a política externa

Enquanto a direita tenta capitalizar sobre a atual situação na Venezuela, o Planalto avalia que a construção de uma relação amigável com Trump pode ser crucial para a recuperação da popularidade de Lula até as eleições de 2026. Entretanto, essa estratégia pode ser comprometida se a relação entre os EUA e a Venezuela continuar a deteriorar-se, uma vez que qualquer ação militar pode impactar diretamente a percepção pública da administração brasileira.

Lula e Trump iniciaram conversas que, em parte, levaram a um alívio nas restrições comerciais que os EUA impuseram ao Brasil no passado. Essa nova diplomacia poderá se tornar um ponto central das narrativas políticas eleitorais, mas, ao mesmo tempo, o governo brasileiro deverá lidar com a repercussão negativa de quaisquer ações militares que os EUA decidam tomar na região.

Conclusão

A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela é mais do que um evento isolado; é um elemento que poderá moldar o cenário político na América do Sul nos próximos anos. Para Lula, a habilidade de navegar por essas águas tumultuadas será essencial não só para manter sua imagem internacional, mas também para garantir uma base sólida aos seus esforços eleitorais de 2026. O sucesso ou fracasso dessa empreitada pode ditar os rumos não apenas de sua presidência, mas também das relações do Brasil com seus vizinhos e com o mundo.

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