Brasil, 8 de fevereiro de 2026
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Regiões do Brasil terão crescimento desigual em 2026, aponta estudo do Bradesco

O Bradesco divulgou um estudo que revela que, com a projeção de um crescimento menor do PIB brasileiro em 2026, as regiões do país apresentarão desempenhos distintos. Segundo o banco, Sul e Centro-Oeste devem liderar o crescimento, impulsionadas principalmente pelo agronegócio, enquanto Norte, Nordeste e Sudeste terão resultados abaixo da média nacional.

Desempenho regional e principais fatores de crescimento

O estudo aponta que a economia brasileira deve crescer 2,2% em 2025 e 1,5% no próximo ano. Para 2025, o Centro-Oeste deve registrar avanços de 3,4%, enquanto o crescimento de 2026 deve ficar em 2,5%. O Mato Grosso, por sua parte, consolida-se como destaque na produção de grãos, com cerca de 30% de participação nacional e forte ritmo na agroindústria, apoiada por infraestrutura logística em expansão, como o corredor da BR-163 e projetos como a Ferrogrão.

Apesar da safra recorde de grãos prevista para 2026, a redução dos preços internacionais deve diminuir a renda dos agricultores. Nesse cenário, a pecuária desponta como a principal força de crescimento, com aumento na receita devido à elevação dos preços, mesmo com a redução dos abates de bovinos.

Região Sul e suas perspectivas

A região Sul projeta crescimento de 2,6% em 2025 e 1,8% em 2026, apoiada também pela atividade pecuária. A produção de proteínas animais, especialmente suínos e frangos, deve impulsionar o crescimento, com aumento de 3,5% nos abates de frangos e 3% nos de suínos em todo o país. O Sul responde por quase 70% da produção de carne de aves e, segundo o banco, a safra de 2026 deverá ser maior do que a deste ano, respondendo por cerca de 25% da produção nacional.

Apesar das boas perspectivas, o estudo alerta que eventos climáticos extremos, como La Niña e El Niño, podem afetar as safras de soja e milho na região, representando riscos para o setor agrícola.

Impacts na região Sudeste e outros espaços econômicos

A região Sudeste, maior polo econômico do país, deverá registrar crescimento de 2,1% em 2025 e 1,4% em 2026. O banco destaca que setores cíclicos, como a indústria de transformação, deverão frear o desempenho regional. A política monetária restritiva, além das tarifas de importação sobre produtos industriais norte-americanos, prejudicam o setor, com especial impacto para o Espírito Santo, cuja exportação para os EUA é significativa.

O Norte deverá apresentar crescimento de 2,1%, com forte heterogeneidade entre os estados. Destaca-se o Pará, com destaque na produção de minerais, enquanto o Amazonas deve registrar o menor desempenho entre as regiões, influenciado pela demanda doméstica por bens produzidos na Zona Franca de Manaus.

Região Nordeste e desafios de crescimento

O Nordeste deve desacelerar ainda mais, com crescimento de 1,7% em 2025 e 1% em 2026, apresentando desempenho ligeiramente abaixo da média nacional. A região enfrenta dificuldades como desemprego acima da média, salários mais baixos e condições de crédito restritivas, limitando o consumo e afetando setores de comércio e serviços.

No entanto, o estudo observa que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a partir de janeiro de 2025, deve melhorar as perspectivas de consumo. A Bahia, destacada pela produção agrícola no oeste do estado e pelo refino de petróleo, tende a se beneficiar especialmente deste cenário.

Mais detalhes do estudo e das projeções estão disponíveis no link original.

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