Nesta segunda-feira (15), o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, formalizou sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) em uma cerimônia no Centro de Convenções Ulysses, localizado no coração de Brasília. Arruda, que deixou o cargo em 2010, já manifestou claramente sua intenção de concorrer novamente ao governo do DF nas eleições de 2026. No evento, estavam presentes políticos influentes do PSD, incluindo o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.
Desafios jurídicos e políticos
Apesar de seus claros planos de retorno à política, José Roberto Arruda se depara com um panorama político e jurídico complexo. Em uma decisão recente, o Superior Tribunal de Justiça confirmou sua condenação por improbidade administrativa, o que, em tese, o tornaria inelegível para concorrer a cargos públicos. Essa dúvida a respeito de sua elegibilidade levanta questionamentos sobre sua viabilidade como candidato ao governo do DF.
Ainda assim, o PSD escolheu acolher Arruda, o que provocou um certo desconforto entre deputados distritais que já integram a base do governo Ibaneis Rocha (MDB). Entre as pré-candidaturas para as próximas eleições, destaca-se também a da atual vice-governadora, Celina Leão (MDB), que se transforma em uma concorrente direta no cenário político do DF.
Repercussões internas no PSD
A adesão de Arruda ao PSD desencadeou uma série de movimentos entre as lideranças do partido. Os deputados distritais Jorge Vianna e Robério Negreiros, ambos do PSD, estão avaliando suas opções e possíveis mudanças de partido, descontentes com a nova direção que o PSD parece estar tomando. Robério Negreiros expressou sua preocupação, afirmando que a filiação de Arruda demonstra “mudanças substanciais nas atuais diretrizes do PSD”.
“A filiação de Arruda gera incompatibilidades políticas insuperáveis, o que me leva a considerar minha saída, de acordo com as regras da legislação eleitoral”, declarou Negreiros. Esse sentimento não é unânime entre os membros da sigla, mas indica um racha nas bases do partido.
Rumo a novos caminhos
O deputado Jorge Vianna também confirmou que deve deixar o PSD em um futuro próximo. Sua decisão está intrinsicamente ligada ao que ele descreve como a consolidação de um projeto político, fazendo alusão à campanha de Celina Leão. “De fato, devo deixar o PSD, pois hoje estamos todos amparados em um projeto político consolidado aqui em Brasília”, afirmou Vianna em entrevista ao g1.
Ele também mencionou que sua futura mudança de partido será um “alinhamento estratégico”, embora não tenha especificado qual seria a nova sigla, garantindo que conversará com aqueles que compartilham suas diretrizes políticas.
Reflexões sobre o futuro político
A movimentação de José Roberto Arruda para se filiar ao PSD e a consequente turbulência interna sinalizam um momento de transformação para o cenário político do Distrito Federal. A expectativa é que, apesar das incertezas, Arruda busque consolidar sua posição e engajar os seguidores em sua nova empreitada política.
Com um futuro político incerto, o ex-governador enfrenta não só a sua própria trajetória, mas também as respostas de um eleitorado atento e as diretrizes que irão moldar o cenário das eleições de 2026. À medida que novos desdobramentos surgem, as próximas semanas serão cruciais para todos os envolvidos, e a reestruturação do PSD pode redefinir a forma como os políticos se alinham e competem nas eleições futuras.
À medida que novos capítulos se desenrolam, a eventual mudança de partido de figuras como Jorge Vianna e Robério Negreiros pode alterar significativamente a configuração do PDA, refletindo a complexidade e a dinâmica volátil da política no Brasil. Para os eleitores e observadores, este é um momento de atenção máxima, pois a interação dos diversos atores políticos pode oferecer pistas sobre o futuro do Distrito Federal.













