Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Silas Malafaia comenta aceitação de redução de penas por Bolsonaro

Em um vídeo recente, o pastor Silas Malafaia afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro aceitou a proposta de redução de penas aprovada pela Câmara, devido à falta de votos suficientes para uma anistia ampla no Senado. A declaração ocorre em meio a um contexto político acirrado e a insistência da oposição por um entendimento mais amplo sobre a situação do ex-mandatário.

A declaração de Malafaia e seu impacto

Na gravação divulgada em suas redes sociais, Malafaia mencionou que conversou com Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, para elucidar a situação. Segundo Malafaia, Bolsonaro demonstrou “grandeza política e humanidade” ao optar pela redução da pena, que segundo ele é uma estratégia em resposta à atual configuração política do Senado, onde a anistia não possui suporte suficiente.

“Bolsonaro aceitou a redução de pena agora. Por quê? Porque não tem voto para aprovar a anistia lá no Senado. Grandeza dele”, afirmou Malafaia, destacando o papel do deputado Sóstenes Cavalcante, que, segundo ele, se destacou ao tomar a frente da situação e conduzir as negociações em favor do PL (Partido Liberal).

Contexto do projeto de redução de penas

O projeto que diminui a pena a ser cumprida pelo ex-presidente foi aprovado na Câmara na madrugada de quarta-feira, com um placar de 291 votos a favor e 148 contra. A votação aconteceu em um clima tenso, com a oposição optando por não apresentar emendas ao texto para a aprovação da anistia ampla, uma estratégia que inicialmente poderia ter aggravado a situação e gerado um desgaste maior no governo.

Após a aprovação, Sóstenes Cavalcante mencionou que, embora o acordo não tenha sido o ideal, era o melhor que se poderia fazer no contexto atual. “Nós ainda não desistimos da anistia ampla e irrestrita, mas Jair Bolsonaro nos autorizou a avançar na redução das penas”, afirmou ele.

Comparações históricas

No decorrer do vídeo, Malafaia fez comparações entre as propostas discutidas atualmente e a Lei da Anistia, sancionada durante a ditadura militar. Segundo o pastor, a Lei da Anistia concedeu benefícios a “guerrilheiros assassinos” e “sequestradores de embaixadores”, implicando que o novo acordo é uma forma de justiça similar. Ele criticou a esquerda, alegando que as ações da oposição em 2006, 2014 e 2017 geraram situações muito mais graves do que os eventos de 8 de janeiro, quando manifestantes tentaram invadir as sedes dos Três Poderes.

A repercussão no meio político

A aprovação do projeto gerou reações diversas entre os parlamentares. A base do governo demonstrou surpresa, especialmente o líder do PT, Lindbergh Farias, que criticou a decisão de Hugo Motta, presidente da Câmara, de levar a proposta à votação. Farias sugeriu que Motta havia perdido condições de liderar a Casa.

Entretanto, o projeto também recebeu apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que garantiu que a proposta será discutida ainda este ano, gerando um clima de expectativa sobre o futuro da legislação e suas repercussões para a política brasileira.

Próximos passos e o futuro de Bolsonaro

O relator do texto, o deputado Paulinho da Força, explicou que a proposta pode permitir que Bolsonaro cumpra menos tempo em regime fechado. O ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão, poderá ver essa pena reduzida para cerca de 21 anos, dependendo da aprovação final das mudanças no Senado.

Enquanto a situação se desenvolve, a dinâmica política entre os grupos em disputa e a resposta da população em relação a essas decisões continuarão a ser observadas com interesse. A definição do futuro de Bolsonaro e as estratégias adotadas por seus aliados são questões cruciais para compreender o cenário político que se desenrola no Brasil.

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