Brasil, 2 de fevereiro de 2026
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Haddad foge da privatização dos Correios e aposta em produtos financeiros

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quarta-feira (10/12) que o plano de reestruturação dos Correios prevê a inclusão de produtos financeiros, como previdência e seguros, para ajudar a compensar a grave crise financeira da estatal.

Reestruturação e restrições à privatização

Haddad reiterou que não há intenção de privatizar os Correios. “Nos países onde esse serviço foi privatizado, as empresas privadas ficaram com a melhor parte, enquanto o setor público acumula a parte não lucrativa”, afirmou o ministro em entrevista ao Ministério da Fazenda.

O plano de reestruturação, que busca sanear as finanças da empresa, envolve a ampliação de serviços financeiros, além de diminuir o impacto do prejuízo acumulado. Até setembro, os Correios já tinham registrado um prejuízo de R$ 6,1 bilhões.

Fontes de financiamento e obstáculos

Para cobrir o deficit, o governo trabalha com duas possibilidades: obter um empréstimo ou realizar um aporte do Tesouro Nacional. No entanto, a primeira tentativa de empréstimo, no valor de R$ 20 bilhões, foi frustrada, pois o Tesouro rejeitou a garantia solicitada em 2 de dezembro.

Preferência pelo empréstimo

Apesar da rejeição, o governo mantém a preferência pelo empréstimo, desde que haja um plano de reestruturação sério aprovado pelo Tesouro. “Queremos o aval do Tesouro Nacional mediante um plano de reestruturação sério. Não queremos ter de novo uma surpresa”, afirmou Haddad.

Implicações fiscais e ações governamentais

Devido ao déficit dos Correios, o governo promoveu um contingenciamento de R$ 3,3 bilhões no orçamento para manter o equilíbrio fiscal, alinhado à meta de déficit zero, permitindo uma tolerância de até R$ 31 bilhões.

Atualizações legislativas e perspectivas futuras

Com a aprovação do Projeto de Lei do devedor contumaz na terça-feira, o texto segue para sanção presidencial, podendo fortalecer medidas contra empresas que sonegam impostos de forma sistemática. “No médio prazo, a recuperação dos Correios poderá beneficiar estados como São Paulo e Rio de Janeiro, bastante afetados pela atividade ilegal”, destacou Haddad.

O ministro também reforçou o potencial de novos serviços e estratégias para garantir o equilíbrio financeiro da estatal, que, segundo ele, ainda busca alternativas de sustentação sem abrir mão de sua missão social.

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