Nesta sexta-feira, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência do Brasil em 2026. O comunicado gerou uma série de reações nas redes sociais e reacendeu memórias de sua performance em debates anteriores, especialmente quando desmaiou durante uma discussão política em 2016. A decisão parece ter grande apoio de seu pai, que ainda se encontra preso e fez questão de convocar Flávio para encabeçar o projeto político da família.
Apelo emocional e recordações…
O clima nas redes sociais foi de reviver antigas memórias e provocações. Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral do Governo Lula, criticou Flávio ao lembrar seu desmaio em um debate de 2016, insinuando que ele não estaria à altura do desafio que uma eleição presidencial impõe. “Lula derrotou Bolsonaro em 2022. Agora vamos derrotar o filho em 26. Só não vai desmaiar no debate, Flávio Bolsonaro”, escreveu Boulos. Essa provocação teve várias repercussões, com usuários relembrando que Flávio chegou a desmaiar anteriormente em um debate e questionando sua capacidade de enfrentar um cenário político de alto estresse.
Declarações de Flávio e estratégia do PL
Em um comunicado divulgado por Flávio, o senador afirmou ter recebido com grande responsabilidade a missão de dar continuidade ao projeto político iniciado por seu pai: “É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Essa afirmação não apenas reforça sua ambição, mas também sublinha a tentativa da família Bolsonaro de manter a unidade e a relevância política dentro do Partido Liberal (PL).
Mudanças na dinâmica do bolsonarismo
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro também altera a dinâmica interna do bolsonarismo. Até o momento, Tarcísio de Freitas era visto como o candidato mais forte para a chapa bolsonarista, mas fontes próximas a ele afirmam que o governador de São Paulo estava relutante em aceitar essa disputa. Segundo dirigentes do PL, a escolha de Flávio reflete a avaliação de Jair Bolsonaro de que um membro da própria família seria a única figura capaz de unir o partido em meio a divisões e pressões eleitorais.
Controvérsias e desafios futuros
Apesar do anúncio, não se pode afirmar que a disputa interna dentro do PL chegou ao fim. O sentimento entre alguns membros do partido é de que a escolha não é final, e muitos interpretam essa movimentação como uma estratégia de Jair Bolsonaro para manter controle político mesmo em sua situação atual de prisão. Ademais, representantes de partidos do Centrão estão céticos quanto à viabilidade de Flávio como candidato a longo prazo, levantando questionamentos sobre sua capacidade de atrair apoio popular.
Desentendimentos familiares e divisões políticas
O momento também é complicado internamente, pois houve um desentendimento recente entre Flávio e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, sobre alianças políticas em estados como o Ceará. Após criticá-la publicamente, Flávio, assim como seus irmãos Eduardo e Carlos, se manifestaram contra a aproximação com figuras do centrão como Ciro Gomes. Essa disputa interna evidencia as fragilidades de uma família que, por muito tempo, se apresentou como unida e inabalável nas suas aspirações políticas.
À medida que as eleições de 2026 se aproximam, Flávio Bolsonaro se torna uma figura cada vez mais central e polêmica no cenário político brasileiro. O que resta a saber é como ele lidará com os desafios que vêm pela frente, tanto no aspecto eleitoral quanto nas questões internas da família e do partido.














