A fila de pedidos de benefícios do INSS atingiu 2,862 milhões em outubro, maior número do ano, marcado por um crescimento de 23% nos requerimentos desde janeiro. Os principais pedidos continuam sendo o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e benefícios por incapacidade, que juntos representam grande parte das solicitações. A espera média para análise é de 35 dias, podendo aumentar em casos que exigem perícia médica. O INSS criou um comitê para propor soluções, mas a implementação de novas exigências, como a biometria, pode elevar ainda mais o volume de filas.
Requerimentos crescem e desafios persistem na gestão
Segundo dados divulgados pelo INSS, o aumento na demanda reflete o impacto de fatores como o envelhecimento da população e dificuldades econômicas que levam mais pessoas a solicitar benefícios. A alta de 23% nos pedidos desde o início do ano revela uma pressão significativa sobre a estrutura do instituto. Apesar das ações para reduzir a quantidade de processos pendentes, a complexidade de alguns casos e novas exigências tecnológicas ainda podem dificultar a redução da fila.
Soluções em andamento e possíveis obstáculos
Para lidar com a crescente demanda, o INSS estabeleceu um comitê especializado para propor medidas de alívio, incluindo melhorias na rotina de perícias e revisão de critérios de análise. No entanto, a implementação de exigências como a biometria, prevista por lei, pode ampliar o número de processos pendentes no curto prazo, uma vez que gera novas etapas de validação.
Impactos na agenda do INSS e na vida dos beneficiários
A alta na fila de espera impacta diretamente os beneficiários, que muitas vezes enfrentam dificuldades financeiras enquanto aguardam a análise do requerimento. A expectativa de espera de 35 dias representa um desafio para a gestão do INSS, que enfrenta pressões políticas por eficiência. Segundo especialistas, o fortalecimento do controle e a adoção de tecnologias são essenciais para evitar um aumento ainda maior na demanda e na espera.
Perspectivas futuras
O INSS anunciou a criação de um grupo de trabalho para buscar soluções definitivas para a crescente fila, incluindo melhorias na infraestrutura e na contratação de profissionais. Apesar dessas medidas, analistas alertam que o cenário pode permanecer desafiador até a adoção definitiva de novas tecnologias, como a biometria, que ainda enfrenta discussões sobre prazos e custos.
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