Brasil, 2 de fevereiro de 2026
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Haddad acusa Congresso de prejudicar os mais pobres ao rejeitar MPs

Ministro da Fazenda aponta que retirada de pauta de medida provisória prejudica arrecadação e favorece privilegiados

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (9) que a retirada de pauta que levou à caducidade de uma medida provisória (MP) sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi uma escolha deliberada do Congresso para prejudicar os mais pobres. Em postagem nas redes sociais, Haddad criticou a decisão e alertou para possíveis protestos futuros.

Medida provisória buscava taxar os mais ricos e apostar em arrecadação

Segundo Haddad, a MP pretendia aumentar a tributação de investimentos de ricos e de empresas de apostas eletrônicas, as bets. A arrecadação prevista de R$ 17 bilhões em 2026 seria destinada a fortalecer os gastos em saúde, educação e previdência social. O ministro destacou que a proposta buscava cobrar uma contribuição justa de quem mais ganha, protegendo os direitos de quem tem menos.

Rejeição deliberada e protestos

Haddad afirmou que, apesar de negociações, o lobby dos privilegiados prevaleceu no Congresso, derrubando a MP de forma consciente. “Foi escolha inteligente de tirar direitos dos mais pobres para proteger os privilegiados”, disse. Ele relembrou os protestos recentes contra a PEC da Blindagem e alertou que a população deve reagir novamente.

“O povo brasileiro está cada vez mais atento. Sabe quem defende o país e quem trai o interesse nacional para proteger familiares e amigos. A força do povo mostrará sua indignação, e o resultado das urnas deve ser respeitado. Incluindo o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda”, enfatizou Haddad.

Alternativas para recompor o caixa do governo

Haddad revelou que o presidente Lula planeja discutir, na próxima semana, alternativas para recompor os R$ 35 bilhões de déficit previstos para os próximos anos. O governo pode recorrer ao pacote de corte de gastos aprovado no ano passado, incluindo possíveis cortes em emendas parlamentares.

Ao explicar o impacto da rejeição da MP, o ministro afirmou que os efeitos em 2025 serão mínimos. A proposta originalmente previa arrecadação de R$ 10,5 bilhões neste ano, conforme informou Haddad ao chegar ao ministério nesta quinta-feira (Fonte).

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