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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Justiça determina cassação de prefeita e vice de cidade da BA

<p> Prefeita Valéria Silveira e vice Kayke Jardim são cassados por abuso de poder político e captação ilícita de votos em Maiquinique, BA.</p>

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No último dia 23, a Justiça Eleitoral decidiu pela cassação dos mandatos da prefeita de Maiquinique, Valéria Silveira (PV), e do vice, Kayke Jardim (PSD). Ambos são acusados de abuso de poder político e captação ilícita de votos, levando a um desfecho histórico na cidade. O que chama atenção é que esta não é a primeira vez que a política de Maiquinique é marcada por tal controvérsia; apenas quatro anos atrás, o ex-prefeito e sua vice também tiveram seus mandatos cassados por razões semelhantes.

Histórico de irregularidades em Maiquinique

A cidade de Maiquinique, localizada no sudoeste da Bahia, já enfrentou problemas relacionados ao abuso do poder econômico nas eleições. Em 2021, a Justiça havia cassado os mandatos do ex-prefeito Jesulino de Souza Porto (DEM) e sua vice Marilene Gusmão (PMB) devido à distribuição de combustíveis como forma de obter apoio durante as eleições de 2020. Esse padrão de comportamento político gera preocupações sobre a integridade do processo eleitoral na região.

A atual decisão, que teve como base um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), resultou na aplicação de uma multa de R$ 10 mil a cada um dos políticos envolvidos, além da determinação de novas eleições para a cidade. Vale destacar que Jesulino, em particular, foi condenado à inelegibilidade por um período de oito anos, refletindo a gravidade das ações que levaram à sua punição.

Os atos que resultaram na cassação

Na decisão do tribunal, ficou evidente que os dois políticos não só manipularam os pagamentos de precatórios, mas também utilizaram práticas ilícitas ao conceder licenças-prêmio a servidores públicos em troca de apoio político. Tais manobras foram interpretadas como tentativas de assegurar a permanência no poder através de acordos que prejudicavam a transparência e a ética no serviço público.

A sentença também impôs a inelegibilidade de Valéria Silveira e Kayke Jardim por oito anos, além da multa aplicada a sua coligação, "Coligação Maiquinique Segue Avançando", que também deverá pagar R$ 10 mil por conduta vedada. Essas decisões implicam que a cidade deverá passar por um novo processo eleitoral, possibilitando que a população tenha a chance de escolher seus representantes de forma legítima e sem vícios.

Consequências para a política local

A cassação de Valéria e Kayke traz à tona questões importantes sobre a governança em Maiquinique. Desde que assumiram os cargos após a eleição suplementar de 2022, onde venceram com uma diferença de apenas 65 votos, eles enfrentaram questionamentos sobre suas práticas eleitorais. Agora, com a determinação judicial, é possível que novos candidatos tenham a oportunidade de concorrere, refletindo uma possível mudança nos rumos políticos da região.

Enquanto a decisão ainda deverá ser analisada em instâncias superiores, a situação evidencia um ciclo preocupante de práticas eleitorais questionáveis na cidade. A população de Maiquinique aguarda a realização de novas eleições e a recuperação da credibilidade das instituições políticas locais.

Próximos passos e a voz da população

Os próximos passos legais deverão seguir o trâmite estabelecido pela Justiça, mas a expectativa é de que a população de Maiquinique possa, em breve, ter a oportunidade de se manifestar sobre seus representantes. Já é tempo de trazer à tona o debate sobre a ética na política e a necessidade de responsáveis comprometidos com o bem-estar comum.

Além disto, jornalistas e cidadãos deverão estar atentos às movimentações tanto dos partidos implicados quanto das novas candidaturas que surgirem neste contexto. O resultado das eleições em Maiquinique pode ser um reflexo da nossa sociedade e um indicativo de um desejo crescente por mudanças no cenário político do Brasil.

À medida que a situação se desenrola, o g1 Bahia continuará a acompanhar os desdobramentos deste caso, fornecendo informações à população e mantendo a transparência em relação às repercussões da decisão judicial.

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