Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

Política

Comissão do Senado rejeita PEC da Blindagem por unanimidade

<p> A PEC da Blindagem, que dificultava a responsabilização de parlamentares, foi rejeitada por todos os membros da CCJ do Senado.</p>

Compartilhe
WhatsApp

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal tomou uma decisão importante nesta quarta-feira, ao rejeitar de forma unânime a proposta de emenda à Constituição (PEC) conhecida como PEC da Blindagem. O projeto, que visava complicar a responsabilização criminal de deputados e senadores, encontrou resistência até mesmo entre os parlamentares que tradicionalmente apoiam o ex-presidente Jair Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que recomendava a rejeição da PEC, foi aprovado com 26 votos a favor e nenhum contrário, inviabilizando assim a promulgação da emenda.

O que é a PEC da Blindagem?

A PEC da Blindagem tinha como objetivo fundamental proteger membros do Congresso de ações penais e investigações, criando barreiras para que fossem responsabilizados por atos ilícitos cometidos no exercício de suas funções. Analisando a situação, diversos senadores e especialistas apontaram que a aprovação da proposta seria um retrocesso na luta contra a impunidade, especialmente em um momento onde a população clama por maior responsabilização e transparência na política.

Decisão da CCJ e a pressão popular

A rejeição da PEC da Blindagem não foi uma decisão isolada ou automática. A pressão popular e as manifestações em todo o Brasil foram fundamentais para que muitos senadores reviam suas posições. Antes da votação, existia um cenário de incertezas, mas a mobilização social e a repercussão negativa da aprovação na Câmara dos Deputados influenciaram decisivamente a postura da Comissão. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), esclareceu que, mesmo com a rejeição na Comissão, o texto ainda será submetido ao plenário, mas com um resultado previsto de derrota para a proposta.

Votação destaca divisão entre partidos

Entre os senadores filiados ao PL, que na semana anterior haviam apoiado a PEC na Câmara, a votação na CCJ foi marcada por uma forte reprovação ao projeto. Carlos Portinho, Rogério Marinho, Jorge Seif e Magno Malta, todos do PL, votaram contra a PEC da Blindagem, demonstrando um alinhamento com a nova tendência de proteção à integridade da legislação e da responsabilização dos parlamentares. Apesar desse movimento, a sigla havia registrado 83 votos favoráveis à proposta na semana anterior.

Apoio e rejeição na bancada petista

Por outro lado, a bancada do PT na CCJ também se manifestou contra a PEC, com votos de Rogério Carvalho, Fabiano Contarato, Augusta Brito e Randolfe Rodrigues. Embora o governo tenha tomado uma posição contrária à proposta, os números na Câmara mostraram que 12 deputados do partido apoiaram a PEC, enquanto 51 votaram pela rejeição.

Impulsionados pela cidadania

O cenário oposto ao da Câmara dos Deputados, onde a PEC foi aprovada com uma ampla maioria, ressalta a importância da atuação cidadã e da capacidade de mobilização da sociedade. Após um período de incerteza e hesitação, senadores, antes omissos ou indecisos, se manifestaram publicamente contra a PEC, demonstrando que a pressão popular exerce um papel crucial na condução da política brasileira. Inúmeras manifestações e protestos realizados em diversos locais do país sinalizaram a insatisfação da população com a impunidade e a necessidade de responsabilização dos agentes públicos.

Quem votou pela rejeição na CCJ?

O voto na CCJ foi decisivo e, para quem deseja acompanhar quem fez parte dessa votação histórica, aqui estão alguns dos senadores que se posicionaram contrários à PEC:

Senador Partido Estado Eduardo Braga MDB AM Renan Calheiros MDB AL Jader Barbalho MDB PA Veneziano Vital do Rêgo MDB PB Sérgio Moro União PR Soraya Thronicke Podemos MS Oriovisto Guimarães Podemos PR Alessandro Vieira MDB SE Carlos Portinho PL RJ Eduardo Girão Novo CE Rogério Marinho PL RN Jorge Seif PL SC Magno Malta PL ES Esperidião Amin PP SC Laércio Oliveira PP SE Hamilton Mourão Republicanos RS Omar Aziz PSD AM Eliziane Gama PSD MA Jorge Kajuru PSB GO Zenaide Maia PSD RN Rodrigo Pacheco PSD MG Angelo Coronel PSD BA Rogério Carvalho PT SE Fabiano Contarato PT ES Augusta Brito PT CE Randolfe Rodrigues PT AP

A decisão tomada pela CCJ é um sinal claro de que a sociedade civil continua a ter um papel ativo na política, e que a responsabilização deve ser um princípio a ser mantido, permitindo que o Estado democrático de direito prevaleça.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa.

Leia também