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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Ex-participante de “Love Is Blind” processa Netflix por condições de trabalho inaceitáveis

<p> Stephen Richardson acusa produção de oferecer condições perigosas, jornadas não remuneradas e controle excessivo durante as gravações</p>

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Stephen Richardson, ex-participante da sétima temporada de “Love Is Blind”, entrou com uma ação coletiva contra Netflix e as produtoras Kinetic Content e Delirium TV, alegando condições de trabalho abusivas, incluindo jornadas não pagas, restrições alimentares e controle total sobre sua rotina durante as gravações.

Acusações de violações trabalhistas e condições inumanas

Na ação, Richardson sustenta que os membros do elenco foram classificados erroneamente como “participantes” e não como “empregados”, o que, segundo ele, os deixou sem direito a salários mínimos e horas extras, violando as leis trabalhistas da Califórnia. O documento aponta que a produção exercia “controle absoluto” sobre o tempo, refeições, sono e comunicação dos participantes, configurando uma espécie de vínculo empregatício.

Entre as alegações, está a ausência de pagamento por trabalho, além de restrições que, segundo a denúncia, impediam os participantes de terem acesso a alimentação adequada durante a estadia em hotéis. A ação também afirma que a equipe de produção incentivava o consumo de álcool para manipular o comportamento do elenco, fornecendo algumas bebidas, enquanto limitava o acesso à água e outras bebidas hidratantes.

Resposta de colegas e controvérsias

Após o anúncio da ação judicial, Marissa George, outra participante da mesma temporada, reagiu publicamente às acusações, em vídeos no Instagram, distanciando-se das alegações de Richardson e defendendo a produção.

“Nunca ouvi da equipe de produção que havia necessidade de consumir álcool ou que éramos restritos de água”, afirmou Marissa, que também negou a restrição de alimentos, ressaltando que recebia refeições em quantidade suficiente e chegou a pedir fast food durante as gravações, tendo sua solicitação atendida pela equipe.

Condições de alimentação e rotina

Marissa explicou ainda que os participantes tinham liberdade para descansar entre as atividades e decidir sobre participar de gravações noturnas. Ela destacou a existência de refeições frequentes e o fato de que podiam se ausentar por períodos do local de filmagem.

Reações e desdobramentos

Enquanto o processo move-se na Justiça, a Netflix e a Kinetic Content ainda não se pronunciaram oficialmente, e representantes da Delirium TV também não foram localizados. A ação busca compensação por salários não pagos, além de danos morais e cobertura de custos legais para Richardson e outros ex-participantes das temporadas 6 a 9.

Este caso evidencia possíveis irregularidades no reality show mais popular da plataforma, levantando questões sobre as condições de trabalho de seus participantes. Novas informações devem surgir à medida que o processo avança.

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