Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

Política

Ted Cruz alerta para perigo de censura após suspensão do programa de Jimmy Kimmel

<p> Senador Ted Cruz critica decisão de suspender show de Jimmy Kimmel, alertando para risco de precedentes perigosos contra a liberdade de expressão</p>

Compartilhe
WhatsApp

O senador republicano Ted Cruz (TX) afirmou nesta sexta-feira que a suspensão do programa de Jimmy Kimmel, após comentários sobre o ativista Charlie Kirk, representa um risco à liberdade de expressão e estabelece um precedente perigoso. Cruz comparou a postura da administração Trump com cenas do filme "Boafussas", alertando que esse tipo de retaliação pode abrir espaço para censura futuras por parte de governos.

Censura e ameaças à liberdade de imprensa

Cruz afirmou que a ação contra Kimmel é similar a um esquema de intimidação, dizendo que “está saindo de um filme de máfia”, ao citar a linguagem de um mafioso que ameaça bares em cenas clássicas de "Goodfellas”. O senador criticou duramente o envolvimento da Federal Communications Commission (FCC), órgão responsável pelo licenciamento de emissoras, no caso.

“O que ele está dizendo é que Jimmy Kimmel mentiu — e mentir para o público não é do interesse público. Assim, eles ameaçam retirar a licença da ABC, dizendo que podem, se for conveniente”, declarou Cruz, citando o presidente da FCC, Brendan Carr.

Medo de retaliações contra a liberdade de expressão

Cruz destacou que, mesmo não sendo fã de Kimmel, a decisão de suspender o programa é um passo perigoso, pois abriria brechas para que partidos de oposição usem o poder do governo para silenciar outras vozes conservadoras no futuro. “Se isso acontecer com Kimmel, amanhã será com outros”, alertou.

Contexto das ameaças e ações de Brendan Carr

Na semana, Carr participou de um podcast de direita, onde ameaçou estações que transmitiram comentários de Kimmel, especialmente após o apresentador sugerir que o assassinato do ativista Charlie Kirk teria motivações políticas. Contudo, informações posteriores sobre o suspeito, Tyler Robinson, complicaram a narrativa política inicialmente apresentada.

Robinson enviou mensagens de texto, incluindo declarações de que planejava atirar em Kirk por estar cansado do “hato” do ativista, tendo mensagens que indicam sua ligação com a extrema-direita. Ainda assim, a natureza de suas opiniões políticas permanece pouco clara.

Repercussões e riscos futuros

Cruz reforçou seu ponto de vista, dizendo que, apesar de discordar de Kimmel, defender a liberdade de expressão é fundamental para não abrir brechas para censura autoritária. “Jimmy Kimmel já me Tirou muitas vezes de diversas formas. Mesmo assim, acho perigoso o que fizeram com ele”, disse.

Ele alertou que o uso de poder de forma autoritária pode levar a uma perseguição sistemática a vozes dissidentes, especialmente se uma futura administração democrata adotar a mesma estratégia contra conservadores. “Quando os democratas voltarem ao poder, podem fazer o mesmo conosco, de forma brutal”, advertiu.

Reação pública e o futuro do programa de Kimmel

Além da posição de Cruz, a suspensão do programa foi duramente criticada por defensores da liberdade de expressão, alegando ser uma afronta aos direitos constitucionais. A equipe de Kimmel informou que o apresentador deve se reunir com executivos da ABC para discutir seu futuro nas próximas semanas.

A suspensão ocorreu em meio a protestos de grandes corporações que, ao retirar seus anúncios, aumentaram a pressão contra a decisão de censura. Analistas avaliam que esse episódio revela os perigos de o governo usar o seu poder regulador para silenciar opiniões dissidentes, o que, segundo especialistas, pode abrir precedentes perigosos no país.

Esta reportagem foi originalmente publicada no HuffPost.

Leia também