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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Rebeca Lima brilha no boxe e mira Olimpíadas de 2028

<p> Campeã mundial de boxe, Rebeca Lima sonha com medalha em Los Angeles-2028, seguindo os passos de Bia Ferreira.</p>

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Aos 25 anos, a jovem boxeadora Rebeca Lima prova que o trabalho duro e a determinação podem levar a grandes conquistas. Em uma trajetória marcada por desafios e superações, Rebeca recentemente conquistou o título de campeã mundial na categoria até 60kg, em Liverpool. Essa vitória não só a coloca no centro das atenções, mas também a credencia a seguir os passos da também ilustre boxeadora brasileira Bia Ferreira, que deixou a categoria amadora para se aventurar no profissionalismo após ganhar duas medalhas olímpicas.

A jornada de uma verdadeira campeã

Rebeca sempre teve grandes sonhos. Vinda da Maré, uma favela na Zona Norte do Rio de Janeiro, suas ambições eram simples: chegar a uma Olimpíada, independentemente do esporte. Agora, como campeã mundial, ela redefine esses sonhos em metas concretas. Ela afirma: “Antes, era sonho. Hoje, é meta.” A campeã, que foi a primeira da família a tirar passaporte, agora visa a participação na Olimpíada de Los Angeles-2028, onde espera lutar por uma medalha.

O boxe não foi a escolha inicial de Rebeca. Ela começou sua vida esportiva explorando várias modalidades através da ONG Luta Pela Paz. Porém, aos 14 anos, fez sua estreia no ringue. Desde então, sua carreira deslanchou: em 2017, se tornou campeã brasileira e, no ano seguinte, conquistou o bronze no Mundial Juvenil de Budapeste, tornando-se a primeira brasileira a subir ao pódio nessa categoria. Com cinco títulos nacionais consecutivos em seu currículo, o recente ouro na elite do boxe confirma seu talento.

Superando barreiras e aprendendo com ícones

Nos últimos ciclos olímpicos, Rebeca enfrentou a sombra de Bia Ferreira. Para os Jogos de Tóquio-2020, ela precisou baixar de peso, mas não conseguiu a vaga, competindo acirradamente com Jucielen Romeu. Contudo, essa experiência apenas a fortaleceu. Em Paris, Rebeca participou do programa de vivência olímpica do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), onde teve a oportunidade de ver os Jogos de perto e aprender com atletas consagrados.

“Demorei um mês para encontrar palavras para explicar o que vivi lá. Pude circular na vila, assistir outras modalidades, sentir a torcida”, relembra Rebeca, que absorveu cada momento como uma lição valiosa. A experiência lhe deu autoconfiança e ensinou a usar a pressão a seu favor.

Além de ser uma competidora em ascensão, a relação de Rebeca com Bia Ferreira é de admiração e aprendizado mútuo, e não rivalidade. Rebeca frequentemente busca conselhos da medalhista olímpica e a considera sua principal referência no esporte. “Fui prepará-la para assumir, sabia que um dia teria que estar pronta”, conta a jovem, agora residindo em São Paulo para intensificar seus treinos com a seleção brasileira.

Um plano estratégico para o sucesso

A técnica Miriam Parga, que treina Rebeca há anos, destaca sua maior virtude: a estratégia. “Ela faz listas com os nomes das adversárias da Bia. Cada vez que vence uma delas, risca o nome. É assim que se prepara: estuda, observa e entra no ringue sabendo exatamente o que fazer”, explica. Esse método estratégico se destacou durante o Mundial, onde Rebeca, após derrotas iniciais para Viktoriya Grafeyeva e Aneta Rygielska, surpreendeu na semifinal e na final, conquistando o título.

Rumo aos próximos desafios

Com a medalha de campeã mundial em mãos, Rebeca agora se prepara para os próximos desafios em sua carreira esportiva. Os próximos eventos incluem o Sul-Americano de 2026 e o Pan-Americano de Lima, em 2027, que garantirá uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2028. Com determinação e talento, Rebeca Lima não apenas mudou sua trajetória, mas pode inspirar gerações futuras de atletas no Brasil a seguir seus sonhos.

Enquanto a jovem se prepara para encarar novas adversidades no ringue, seu foco permanece firme: a medalha olímpica em Los Angeles. Como ela mesma diz, “é desse patamar pra cima, não tem como voltar para trás.”

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