A ex-vice-presidente Kamala Harris revelou em seu novo livro, "107 Dias", que sua primeira escolha para vice na eleição de 2024 não foi o governador de Minnesota, Tim Walz, mas sim o então-secretário de Transportes, Pete Buttigieg. A informação foi publicada nesta terça-feira por The Atlantic, trazendo detalhes inéditos sobre os bastidores da decisão.
Quem era a preferência de Harris para vice em 2024
Segundo trecho divulgado, Harris afirmou que gostaria que Buttigieg fosse seu companheiro na chapa presidenciável. Ela descreveu o ex-prefeito de South Bend, Indiana, como “um servidor público sincero com talento raro para apresentar argumentos liberais de forma que até conservadores possam ouvir”.
“Ele e seu marido, Chasten, são amigos”, acrescentou Harris na autobiografia. A preferência por Buttigieg refletia a visão dela de um vice que pudesse harmonizar as diferentes áreas do espectro político e fortalecer a campanha.
Razões para a escolha de Walz
Apesar da preferência, Harris optou por Tim Walz, governador de Minnesota, como seu vice. Ela explicou que a decisão levou em conta o contexto de uma eleição marcada por desafios, incluindo a necessidade de refletir a diversidade e a representatividade do país.
“Part of me wanted to say, Screw it, let’s just do it. But knowing what was at stake, it was too big of a risk”, escreveu Harris, destacando as dificuldades de aceitar uma mulher negra, casada com um judeu, em uma chapa presidencial.
Consequências e reflexões
Harris também admitiu que errou ao não aconselhar Joe Biden a não buscar a reeleição em 2024. Biden decidiu desistir da corrida em julho, deixando a vice-presidente com apenas 107 dias para conquistar o eleitorado e tentar garantir a vitória contra Donald Trump.
A decisão de Harris, que culminou na derrota nas urnas, revela os dilemas enfrentados por figuras políticas na composição de uma chapa e as pressões de uma eleição que exigia equilíbrio entre estratégia e valores.
Reações e próximos passos
Na publicação, o ex-secretário Buttigieg foi destacado como alguém capaz de “encarnar o compromisso de servir ao público”, reforçando sua condição de uma das principais apostas entre os nomes considerados para a campanha. Ainda que os detalhes sobre os outros cinco nomes da lista permanecem confidenciais, rumores indicam que nomes como Gavin Newsom, Josh Shapiro e Wes Moore também estiveram na mira.
O livro de Harris deve gerar novas discussões sobre as escolhas internas do Partido Democrata e os desafios enfrentados por candidatas mulheres e negras em uma corrida presidencial.
Esta matéria foi originalmente publicada pelo HuffPost.