Nelson Rolihlahla Mandela é, na história humana, um símbolo da incansável luta por justiça e liberdade. Sua trajetória foi apoiada pela solidariedade internacional, especialmente através do movimento anti-apartheid apoiado pelas Nações Unidas, demonstrando que a união global pode transformar a história.
O urgency de fortalecer o multilateralismo
O mundo contemporâneo enfrenta desafios globais — mudanças climáticas, pandemias, autoritarismo e desigualdade — que ultrapassam fronteiras. Nenhum país sozinho consegue resolvê-los. Assim, é fundamental fortalecer um sistema multilateral eficaz, centrado numa ONU reformada que promova democracia e justiça.
Com a 80ª Assembleia Geral da ONU acontecendo, é imperativo não perder o avanço conquistado desde a sua fundação, após a Segunda Guerra Mundial. Reformas profundas, incluindo mecanismos ágeis para agir contra violações do direito internacional, são essenciais para conter conflitos em Gaza, Sudão, Ucrânia e outros locais.
Relevância do multilateralismo na prática
O multilateralismo é o palco para diálogo, construção de consenso e responsabilização de poderes. Essas ações concretas são essenciais para construir sociedades mais justas, democráticas e equitativas. A cooperação global durante a pandemia de COVID-19 mostrou potencial e limites do sistema, refletindo a necessidade de mais justiça e coragem nas respostas internacionais.
O espírito de “troublemaker” de Mandela
Curiosamente, o nome de Mandela ao nascer era “Rolihlahla”, que em isiXhosa significa “ troublemaker” ou “ingeridor de problemas”, uma referência ao seu espírito questionador. Ele foi um “ troublemaker” positivo, alguém que desafiou o status quo por justiça, igualdade e liberdade—qualidades indispensáveis para confrontar os desafios atuais.
Construindo o mundo em que Mandela acreditava
Mandela lutava por uma sociedade onde a justiça não privilegie os ricos ou poderosos; onde a igualdade seja a regra, não a exceção; e onde os direitos humanos prevaleçam acima de interesses pessoais ou de nação. Seu legado nos ensina que o avanço da democracia e dos direitos humanos fortalece a estabilidade global.
Ao refletirmos sobre suas ações, devemos escolher novamente o caminho do esforço conjunto, da solidariedade e do combate às desigualdades. Como disse Mandela, “a justiça nunca é uma questão de somar ganhos ou perdas, mas uma busca comum que beneficia todos.”