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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Tratado dos altos mares: uma vitória para a preservação global

<p> O acordo internacional visa proteger 30% dos oceanos e fortalecer a governança das águas internacionais, essenciais para a biodiversidade</p>

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Após duas décadas de esforços, o Tratado dos Altos Mares, negociado por mais de 100 países, está prestes a se tornar lei internacional. O acordo, que busca criar áreas protegidas nas águas além das 200 milhas das costas, representa um avanço crucial na preservação da biodiversidade oceânica e na gestão sustentável dos recursos marinhos.

Por que o Tratado dos Altos Mares é fundamental

As águas internacionais, que representam quase dois terços do oceano, permanecem sem uma governança eficaz, deixando complexas questões ambientais e de exploração irrestrita sem fiscalização adequada. Cientistas indicam que proteger pelo menos 30% dos oceanos é o mínimo necessário para garantir a saúde a longo prazo dos ecossistemas marinhos, atualmente sob ameaça de poluição, sobrepesca, mineração e mudanças climáticas.

Desde 2023, negociações lideradas por países membros da ONU, incluindo França, têm trabalhado para estabelecer regras claras e promover a criação de áreas marinhas protegidas fora das jurisdições nacionais. A ratificação do tratado por 60 países é o passo final para a entrada em vigor formal, prevista para acontecer na semana do dia 22 a 26 de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York.

Impactos e desafios na implementação

Ao atingir a marca de 60 ratificações, o tratado abrirá uma contagem regressiva de 120 dias para sua aplicação definitiva, possibilitando a proposta de primeiras áreas protegidas no alto mar e uma gestão mais colaborativa dessas regiões. "Os franceses já se comprometeram a levar a Champagne para Nova York", brincou Lisa Speer, especialista em oceanos da NRDC, destacando a importância diplomática do momento.

Apesar do avanço, o cenário global apresenta obstáculos, especialmente pelo recesso de liderança de países como os Estados Unidos, que têm feito retrocessos em políticas ambientais e climáticas. Ainda assim, o impacto simbólico e prático do tratado é uma vitória para a colaboração internacional e uma resposta sem precedentes às urgentes questões ambientais oceânicas.

Por que o oceano merece atenção global

A especialista Lisa Speer reforça a importância do conhecimento detalhado, como as migrações no Estreito de Bering e curiosidades sobre espécies únicas, para entender a complexidade e a delicadeza desses ambientes. “Protegemos justamente um dos maiores reservatórios de biodiversidade do planeta”, afirma.

O tratado representa uma esperança para a preservação do meio ambiente global e demonstra que a cooperação multilateral ainda pode gerar marcos históricos na luta contra as mudanças climáticas e pela conservação da vida marinha, mesmo em tempos de maior polarização política.

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