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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Suspensão de faixa azul paralisa projeto piloto na Avenida Norte-Sul

<p> A suspensão das faixas azuis para motociclistas interrompe projeto em Campinas visando aumentar a segurança no trânsito.</p>

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Recentemente, o Ministério dos Transportes anunciou a suspensão temporária das autorizações para a criação de novos corredores exclusivos para motociclistas, conhecidos como "faixa azul". Essa decisão impactou diretamente o projeto-piloto em andamento na Avenida Norte-Sul, em Campinas, que tinha como objetivo aumentar a segurança viária para motociclistas na região.

Projeto-piloto na Avenida Norte-Sul

O projeto-piloto, com o trecho experimental que se estende da Avenida Orosimbo Maia até a Rua Gustavo Armbrust, na direção Bairro-Centro, estava em fase de avaliação técnica desde maio de 2024. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) já havia realizado estudos que indicavam a Avenida Norte-Sul como a via mais adequada para a implementação da faixa azul. Contudo, a paralisação do projeto foi confirmada ao portal g1, deixando a Emdec sem planos alternativos para a continuidade da iniciativa.

A necessidade de segurança viária

A criação das faixas azuis visa aumentar a segurança dos motociclistas, que, segundo dados da Emdec, têm sido as principais vítimas de acidentes na cidade. Entre janeiro e junho de 2025, mais da metade das mortes em acidentes de trânsito foi envolvendo motociclistas. Em um total de 30 mortes registradas, 16 eram de motociclistas, representando 53,3% do total. Além disso, um estudo do Infosiga, do Detran-SP, indicou que houve 865 acidentes envolvendo motocicletas nos primeiros meses de 2025.

A segurança dos motociclistas é uma prioridade nas ações da Emdec, que já realiza diversas atividades para reduzir esses acidentes. Entre as ações estão:

  • Fiscalização conjunta com a Guarda Municipal, a Polícia Militar e o Detran-SP;
  • Instalação e manutenção de placas e sinalizações;
  • Campanhas educativas, como a “Desacelera”, que foca na redução da velocidade nas vias.

Regulamentação e futuras implementações

Atualmente, as faixas exclusivas para motocicletas ainda não são regulamentadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sendo consideradas experimentais e necessitando de autorização da Senatran. O Ministério dos Transportes está realizando uma avaliação das faixas já existentes antes de liberar novas aprovações, com previsão de conclusão dos estudos em 31 de março de 2026. Essas análises servirão de base para a futura regulamentação pela sinalização do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ou para novos testes com o corredor exclusivo.

Experiências de sucesso em outras cidades

O sucesso das faixas azuis em outras cidades também foi considerado nas discussões sobre a implementação em Campinas. Por exemplo, em São Paulo, a criação da faixa azul resultou em uma redução de 47,2% nas mortes de motociclistas nos trechos onde foram instaladas. Desde a implantação da primeira faixa em 2022, que abrangia apenas 5,5 km, a capital já conta com mais de 232 km de faixas azuis, beneficiando cerca de 500 mil motociclistas. A expectativa é que até 2028 esse número atinja 400 km de faixas.

Além de Campinas e São Paulo, outras cidades como Santo André, São Bernardo do Campo, Recife, Salvador e Rio de Janeiro já iniciaram discussões ou implementações de faixas azuis, demonstrando um compromisso crescente em melhorar a segurança viária para motociclistas em todo o Brasil.

Conclusão

A suspensão da faixa azul em Campinas representa um desafio para a segurança viária, especialmente para os motociclistas que enfrentam riscos constantes nas ruas. A decisão do Ministério dos Transportes pode atrasar a implementação de soluções que visam salvar vidas. A sociedade, assim como as autoridades, deve permanecer atenta e engajada na busca de alternativas que garantam um trânsito mais seguro para todos.

Para mais atualizações sobre o tráfego e a segurança viária em Campinas, acompanhe as notícias no portal g1.

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