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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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<p> Estudo revela que corantes sintéticos, derivados de petróleo, estão presentes em quase 1 em cada 5 alimentos e bebidas nos EUA</p>

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Corantes sintéticos em alimentos comuns e preocupações à saúde

Entre os sete corantes analisados, a maioria é derivada do petróleo, e o estudo revela que eles também aparecem em alimentos que não apresentam cores vibrantes, como pães e molhos. “Foi chocante encontrar corantes em itens como pães de cachorro-quente e bagels de mirtilo”, afirma Elizabeth Dunford, professora adjunta na Universidade da Carolina do Norte e coautora do estudo. Segundo ela, esses ingredientes dificilmente entram na percepção do consumidor comum.

Embora ainda não exista consenso científico sobre os efeitos na saúde humana, estudos em animais apontam que esses corantes podem causar danos ao DNA, estimular reações imunes exageradas e até contribuir para o desenvolvimento de câncer. Pesquisas recentes também investigam possíveis ligações entre o consumo de corantes e hiperatividade ou problemas neurocomportamentais em crianças.

Medidas regulatórias e o futuro dos corantes alimentares

Em abril de 2025, o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., anunciou que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e a Food and Drug Administration (FDA) iniciariam a fase de retirada de todos os corantes sintéticos de origem petrolífera do mercado até o final de 2026, substituindo-os por alternativas naturais. As agências também revogaram a aprovação de Citrus Red No. 2 e Orange B, e aprovarão quatro novos corantes naturais para alimentos.

Kennedy ressaltou que o governo trabalhará em parceria com o National Institutes of Health (NIH) para aprofundar estudos sobre os efeitos de aditivos alimentares no desenvolvimento infantil. Atualmente, os reguladores dos EUA consideram esses corantes seguros quando usados dentro das normas da FDA, mas alguns estados já avançaram com legislações mais rigorosas, como Califórnia e West Virginia, que aprovaram proibições ou leis de advertência sobre o consumo desses aditivos.

Adaptando-se às recomendações de segurança

As ações estaduais visam aumentar a conscientização e proteger os consumidores, especialmente as crianças, de possíveis riscos à saúde. A expectativa é que, com a substituição dos corantes artificiais por opções naturais, seja possível reduzir os efeitos adversos e contribuir para uma alimentação mais segura e transparente.

Enquanto as regulamentações avançam, pesquisadores continuam estudando para fornecer evidências mais robustas acerca do impacto dos aditivos no organismo humano, especialmente em populações vulneráveis.

Produtos alimentares com corantes naturais e sintéticos

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