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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

House aprove lei tributária de Trump, com consequências graves para os EUA

<p> Aprovada na Câmara, legislação reduz impostos para ricos, corta programas sociais e reforça ações de imigração sob o governo Trump</p>

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A Câmara dos EUA aprovou nesta quinta-feira (22) uma lei tributária que traz profundas mudanças nas políticas fiscais, de saúde e imigração, enviando-a para assinatura do presidente Donald Trump. A legislação, considerada por críticos como cruel e irresponsável, promete ampliar desigualdades, aumentar a dívida nacional e dificultar o acesso à saúde de milhões de americanos.

Repercussões da lei tributária e cortes em programas sociais

Com votação de 218 a 214, a lei favorece os mais ricos por meio de benefícios fiscais e mantém cortes temporários de impostos iniciados por Trump em seu primeiro mandato. Segundo especialistas, o custo total das isenções chega a US$ 4,5 trilhões, extras às quais se somam mais de US$ 1 trilhão em cortes em programas de alimentação e saúde, colocando em risco hospitais, especialmente no meio rural.

“Este projeto retrata uma visão desumana, que tira dos vulneráveis para enriquecer os poderosos”, afirmou o deputado democrata Jim McGovern, antes da votação. Críticos também destacam que o texto reduz o suporte aos programas de saúde, como o Medicaid, e compromete a proteção social de milhões de famílias americanas.

Impactos na saúde e imigração sob a lei de Trump

Medidas de corte na saúde

O projeto inclui novas exigências de trabalho para adultos em programas de assistência, embora estudos indiquem baixa efetividade nessas ações para garantir emprego e saúde adequada. Essas mudanças começam a valer em 2027 e podem deixar muitos sem cobertura médica, agravando a crise de acesso à saúde.

Fortalecimento das ações de deportação

Paralelamente, o documento destina US$ 150 bilhões para intensificar as operações de imigração, incluindo a construção de novos centros de detenção, contratação de dezenas de milhares de agentes do ICE e ampliação dos esforços de deportação, inclusive de cidadãos americanos natos, tema recentemente discutido por Trump em discursos públicos.

“Estamos transformando o ICE em uma força paramilitar, ameaçando a segurança dos próprios cidadãos”, alertou a deputada Alexandria Ocasio-Cortez (D-N.Y.).

Controvérsias e resistência no Congresso

Apesar de sua aprovação, a lei enfrentou resistência de alguns republicanos moderados, como David Valadao, que manifestou discordância, e de todos os democratas, que a consideram um ataque aos direitos sociais e à saúde pública. Houve até protestos internos por parte de alguns parlamentares ao longo da votação, que se estendeu madrugada adentro para cumprir o prazo estipulado pelos republicanos.

“Este projeto é uma traição aos valores americanos, ao colocar interesses de uma elite acima do bem-estar da população”, declarou House Leader Hakeem Jeffries (N.Y.), em discurso de quase nove horas antes do voto final.

Perspectivas futuras e riscos fiscais

Especialistas alertam que a aprovação da lei aumenta o endividamento do país em pelo menos US$ 3,4 trilhões, mesmo com previsões de crescimento econômico exageradas por parte dos apoiadores da medida. A expectativa do governo é de que as alterações gerem economia futura, embora críticos contestem essas projeções e avaliem o risco de uma crise fiscal maior.

Ainda não há informações precisas sobre quando a lei será sancionada oficialmente, mas seu impacto já provoca debates acalorados e uma perigosa escalada no desmantelamento de políticas sociais essenciais.

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