Nesta quinta-feira (3/7), Manoel Marins, pai de Juliana Marins, a jovem brasileira que perdeu a vida após cair de uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, usou suas redes sociais para compartilhar o imenso sofrimento que está enfrentando. Ao falar sobre a perda da filha, ele descreve uma sensação de “tristeza imensa” e angústia, revelando a dor de um pai que perdeu sua filha em circunstâncias tão trágicas.
Em um vídeo tocante, Manoel aparece claramente abatido. Ao iniciar sua declaração, ele cita o salmo 120 da Bíblia, que diz: “Na minha angústia eu clamei ao Senhor e ele me ouviu”. Essa citação demonstra a busca de Manoel por consolo em momentos de dor profunda.
"Eu tenho andado muito angustiado esses dias, com o coração apertado. Só com vontade de chorar, uma tristeza imensa," disse ele. "Mas quando eu leio esse tipo de salmo, isso tranquiliza meu coração porque eu sei que Deus me ouve na minha angústia e tristeza. Ele não me desampara... isso me dá paz e gostaria que isso desse paz a todos vocês também."
Tragédia no Monte Rinjani
A história de Juliana Marins ganhou destaque no Brasil após a tragédia ocorrida no Monte Rinjani. Em um resumo dos eventos, são destacados momentos críticos que levaram à perda de Juliana:
Cronologia dos eventos trágicos
- Sábado (21/6): Juliana Marins estava fazendo uma trilha no Monte Rinjani quando acidentalmente caiu cerca de 200 metros em terreno íngreme. As buscas começaram imediatamente, e ela foi filmada por um drone sentada na encosta, ainda se movendo.
- Domingo (22/6): A operação de resgate foi suspensa devido a condições climáticas desfavoráveis, com neblina intensa. O Itamaraty ficou em contato com as autoridades locais para acompanhar a situação.
- Segunda-feira (23/6): Um drone operado por resgatistas chegou até o local onde Juliana estava. Nas imagens, ela já aparecia imóvel a 400 metros do penhasco do vulcão.
- Terça-feira (24/6): As equipes de resgate conseguiram encontrar o corpo de Juliana, que estava a 600 metros de profundidade.
- Quarta-feira (25/6): O corpo da brasileira foi finalmente retirado do Monte Rinjani, já sem vida. A remoção foi feita com o uso de cordas, pois a evacuação por helicóptero não foi viável em razão das condições climáticas.
Chegada do corpo ao Brasil
Desde então, o caso de Juliana Marins evoluiu, pois esta semana seu corpo chegou a Niterói (RJ), sua cidade natal. Para a família, a realização de uma nova autópsia foi marcada pelo Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, que deve apresentar o laudo em até sete dias.
O velório de Juliana Marins está agendado para esta sexta-feira (4/7), no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói. A cerimônia começará às 10h e será aberta ao público até o meio-dia, com a parte reservada a familiares e amigos até as 15h, quando se realizará a cremação.
Legado de Juliana Marins
Juliana Marins era publicitária e conhecida por compartilhar suas experiências de viagem em suas redes sociais. Ela havia atuado em grandes empresas, como o Grupo Globo e o Canal Off, e tinha formação em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além disso, era dançarina profissional de pole dance e frequentemente mostrava sua arte nas redes sociais, revelando um lado criativo e apaixonado pela vida.
Essa trágica viagem ao exterior deixou uma marca profunda nos corações de amigos e familiares. O testemunho de seu pai, Manoel Marins, é um lembrete do impacto que uma vida pode ter e do poder de se unir em momentos de dor e lembrança.