Teresina, 5 de fevereiro de 2025
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Ministérios da Saúde e Esporte firmam acordo para fortalecer o paradesporto no Brasil

Paratleta durante competição de ciclismo. Foto: paratleta.com.br

Em um marco de inclusão e desenvolvimento social, o Ministério da Saúde e o Ministério do Esporte anunciaram um acordo de cooperação técnica que promete transformar a vida de pessoas com deficiência, incluindo aquelas com transtorno do espectro do autismo (TEA). O objetivo central é integrar políticas públicas que promovam o paradesporto nos Centros Especializados em Reabilitação (CER) da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, reforçando o papel do esporte como ferramenta de inclusão e qualidade de vida.

Esporte como pilar da reabilitação

Segundo o comunicado do Ministério da Saúde, a proposta busca fortalecer os cuidados intersetoriais ao promover um intercâmbio de programas, conhecimentos e experiências entre os dois ministérios.

A iniciativa reafirma o compromisso do Brasil com a inclusão social, os direitos humanos e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência. A prática esportiva ocupa um lugar central nesse esforço“, destaca a nota oficial.

O paradesporto tem demonstrado um impacto significativo não apenas na saúde física, mas também no bem-estar emocional e na integração social de pessoas com deficiência. Com a iniciativa, o governo brasileiro busca alavancar esse potencial, ampliando o acesso ao esporte em unidades de saúde voltadas à reabilitação.

Expansão da rede de cuidados à Pessoa com Deficiência

Além da integração esportiva, o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê a construção de novos Centros Especializados em Reabilitação e oficinas ortopédicas, essenciais para atender às demandas ainda não cobertas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esses serviços buscam reduzir os chamados “vazios assistenciais”, levando suporte técnico e terapêutico a regiões desassistidas.

Os CER desempenham um papel crucial na reabilitação de pessoas com deficiência ao oferecer atendimento integral que vai desde a adaptação de próteses até o suporte psicológico. A inclusão do paradesporto nas atividades desses centros representa um passo adiante na construção de uma abordagem mais holística e humana.

Ações do Ministério do Esporte

No acordo, o Ministério do Esporte, por meio da Secretaria Nacional do Paradesporto, assume a responsabilidade de promover e fortalecer programas esportivos inclusivos, com destaque para o Programa TEAtivo, que visa beneficiar pessoas com TEA. Outras ações incluem:

  • Fomentar avanços científicos e tecnológicos relacionados à prática esportiva para pessoas com deficiência;
  • Compartilhar informações sobre políticas públicas paradesportivas;
  • Promover a geração e difusão de conhecimentos técnico-científicos no setor.

Essas ações não só fortalecem a infraestrutura para a prática esportiva inclusiva, mas também buscam impulsionar a pesquisa e a inovação, alinhando o Brasil a padrões internacionais de desenvolvimento no paradesporto.

Contribuições do Ministério da Saúde

Por sua vez, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, compromete-se com ações como:

  • Estabelecer parcerias com outros órgãos governamentais para fortalecer o alcance das iniciativas;
  • Cooperar na geração de conhecimento técnico-científico relacionado à saúde de pessoas com deficiência;
  • Compartilhar informações sobre políticas públicas, observando as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD);
  • Divulgar e conscientizar o público-alvo sobre os benefícios e resultados esperados das novas ações.

Impacto esperado

O acordo entre os dois ministérios não apenas reforça o compromisso com a inclusão, mas também amplia o acesso a oportunidades para pessoas com deficiência em todas as regiões do Brasil. Com foco em ações intersetoriais, a iniciativa visa criar um ciclo virtuoso de inclusão social, saúde e desenvolvimento humano por meio do esporte.

Especialistas destacam que a integração de políticas públicas dessa natureza é fundamental para construir um país mais inclusivo, garantindo que pessoas com deficiência tenham acesso não apenas a tratamentos e reabilitação, mas também a atividades que promovam a autoestima, a autonomia e a participação social.

Caminho para o futuro

Ao promover o paradesporto nos Centros Especializados em Reabilitação, o Brasil dá um passo significativo na direção de um modelo de inclusão que valoriza as capacidades e potencialidades de pessoas com deficiência. Mais do que políticas públicas, a iniciativa representa um compromisso com a dignidade e a cidadania, construindo um país onde todos possam ocupar seus espaços e conquistar seus sonhos.

Com as bases lançadas por esse acordo, o Brasil se posiciona como referência em inclusão, reafirmando que o esporte pode e deve ser uma ponte para uma sociedade mais justa e igualitária.

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