Certainly! Here’s a comprehensive article based on the extensive interview and behind-the-scenes details about the adaptation of “We Were Liars”:
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Quando soube que “We Were Liars” seria adaptado para a televisão, a escritora E. Lockhart tinha tanto esperança quanto receio. Ela esperava que o núcleo emocional do livro fosse preservado e, ao mesmo tempo, ficava com o coração na mão sobre o que poderia ser alterado na transição para as telas. A nova série, lançada no Prime Video nesta temporada, agora detém a atenção de fãs e espectadores novatos, apresentando diferenças marcantes do livro de 2014.
Diferenças principais entre o livro e a série
Expansão e aprofundamento dos personagens
Ao contrário do romance, que é narrado em primeira pessoa sob o ponto de vista de Cadence, a série dá mais espaço para histórias secundárias. A personagem Johnny, por exemplo, ganha maior destaque ao explorar seus problemas de raiva e momentos próximos de cometer atos extremos, construindo uma narrativa mais visual e dinâmica. A autora participou ativamente na criação desses diálogos e histórias, em colaboração com Julie Plec e Carina Mackenzie, que lideraram o desenvolvimento do roteiro.
Representatividade e diversidade
Um grande diferencial da adaptação foi o envolvimento de roteiristas indianos, com a inclusão de vozes diversas para assegurar autenticidade na representação de Gat e seu tio Ed, que na série têm uma narrativa mais elaborada e nuances que antes não estavam presentes. Lockhart ressaltou a importância de um time plural para que a história fosse mais realista e inclusiva.
Alterações temporais e narrativas
Outro ajuste notável foi a mudança do verão em que os eventos principais acontecem, de 2015 para 2016. Segundo Lockhart, essa decisão foi tomada para evitar cenas de relacionamentos entre menores, além de dar uma sensação de breve passagem de tempo, mantendo os atores adultos que interpretam os jovens. Isso também ampliou a maturidade da trama.
Processo de casting e bastidores da escolha dos atores
A busca pelos atores principais foi marcada por um processo aberto e bastante rigoroso. Shubham Maheshwari, que interpreta Gat, foi selecionado após várias audições feitas de seu dormitório universitário. Lockhart destacou a coragem dos profissionais de elenco em apostar em talentos sem formação formal, confiando na performance e na química entre os atores.
Emily Alyn Lind, que interpreta Cadence, foi uma das primeiras a ser escolhida, após callbacks marcantes. A atriz, com ampla experiência na TV, ajudou a criar um ambiente de ensaio acolhedor para o novato Maheshwari, o que resultou em performances mais naturais nos diálogos e cenas críticas.
Momentos favoritos e cenas marcantes
Lockhart relembrou uma cena dos episódios finais, onde todos os “Liars” estão embriagados e se entregam a uma divertida homenagem ao filme “Risky Business”, protagonizado por Tom Cruise. Essa espontaneidade refletiu a paixão e entrega da equipe e dos atores, tornando-se um momento que ela considera uma das favoritas do set.
Mantendo a essência interior da narrativa
A escritora enfatiza que, embora a série seja mais explícita e visual, ela espera que o aspecto interno — o questionamento sobre convivência com a culpa, a dor silenciosa e o luto — seja preservado. A cena final, com Johnny e Cadence, exemplifica esse interior aflitivo, que para ela é o coração da história.
Reação do público e surpresa com o sucesso nas plataformas
Após uma década do lançamento, “We Were Liars” voltou ao centro das atenções, especialmente na TikTok, graças ao engajamento de uma nova geração de leitores. Lockhart comentou que a resposta emocional forte do livro — tanto de frustração quanto de lágrimas — faz sua história ressoar ainda mais com o público jovem atual, que busca se conectar com emoções intensas.
Desafios e novidades na escrita do roteiro final
Este foi o primeiro trabalho de Lockhart na escrita de roteiros, incluindo o episódio final da série. Ela relata ter aprendido muito sobre a produção, com destaque para o trabalho colaborativo entre equipe técnica, figurinos, efeitos visuais e atores. “Ver tudo unido na tela foi uma experiência incrível”, ela afirma.
Perspectivas futuras e impacto
Lockhart reforçou que, apesar de algumas diferenças na narrativa, a essência de lidar com os excessos do grupo e as questões universais de dor e aceitação permanecem intactas. Ela reforça que, na adaptação, o mais importante foi manter o espírito de questionamento, mesmo que a forma seja diferente.
Para quem quer mergulhar ainda mais na história, recomenda-se assistir à série disponível no Prime Video e conferir os livros “We Were Liars” e “Family of Liars”, que expandem o universo e as origens das complexas personagens.
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