Brasil, 17 de maio de 2025
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Entenda a síndrome de Edwards e suas implicações

A síndrome de Edwards causa anomalias congênitas e impactos sérios na vida das crianças diagnosticadas.

A síndrome de Edwards, uma condição rara também conhecida como trissomia 18, desperta a atenção não apenas pela sua complexidade, mas também pelo profundo impacto que causa nas famílias afetadas. Esta doença genética se caracteriza por anomalias congênitas múltiplas e uma significativa deficiência intelectual, resultando em um desenvolvimento prejudicado tanto no útero quanto após o nascimento.

O que é a síndrome de Edwards?

Trata-se de uma condição que ocorre devido à presença de uma cópia extra do cromossomo 18, interferindo no desenvolvimento normal do feto. Essa condição é detectável por meio de exames genéticos, e o diagnóstico, embora desafiador, é fundamental para que os pais possam se preparar para os cuidados necessários após o nascimento.

Características das crianças com a síndrome de Edwards

A síndrome de Edwards apresenta uma série de características físicas e de desenvolvimento. De acordo com o geneticista Carlos Eduardo Steiner, as crianças diagnosticadas frequentemente mostram:

  • Retardo no crescimento e ganho de peso;
  • Dificuldades para mamar;
  • Convulsões;
  • Alterações no sono e desenvolvimento neurológico lento.

A alteração dos traços físicos pode incluir a forma do crânio, olhos, mãos e pés, além de anomalias em órgãos vitais, como o coração e os intestinos. Steiner ressalta que cada caso é único, apresentando diferentes manifestações da condição.

Exemplo da realidade enfrentada pelas famílias

A história de Valentina, uma menina de 5 anos que vive em Amparo (SP), é emblemática. Diagnosticada após três meses de vida, Valentina requer cuidados constantes, com despesas mensais que chegam a R$ 6 mil, incluindo medicações e tratamentos que visam proporcionar qualidade de vida a ela.

Diagnóstico da síndrome de Edwards

O diagnóstico é feito com base em estudos cromossômicos. Os métodos mais comuns incluem:

  • Cariótipo: um teste tradicional que pode revelar a alteração cromossômica
  • Microarray cromossômico (CMA): um exame mais moderno, que oferece maior precisão, embora leve mais tempo e seja mais custoso para ser realizado.

O cariótipo, que pode ser feito a partir de amostras de líquido amniótico, sangue ou até mesmo células do cordão umbilical, costuma fornecer resultados em poucos dias. Já o CMA, apesar de mais detalhado, exige um período de 30 a 45 dias para a conclusão.

Expectativa de vida e sua relevância

A expectativa de vida entre as crianças com síndrome de Edwards é, historicamente, considerada baixa. Cerca de metade das crianças podem não sobreviver ao nascimento e uma grande parte daquelas que conseguem sobreviver enfrenta sérias complicações nos primeiros meses de vida. Em contraste, casos atípicos como a trissomia parcial podem levar a manifestações menos severas e, consequentemente, a uma expectativa de vida mais alta.

Tratamentos e cuidados necessários

Embora não exista um tratamento específico que elimine a síndrome de Edwards, várias intervenções podem ajudar a melhorar a qualidade de vida. Isso inclui:

  • Uso de sonda nasogástrica ou gastrostomia para alimentação;
  • Cirurgias para corrigir complicações cardíacas;
  • Fisioterapia e fonoaudiologia para potencializar o desenvolvimento;
  • Cuidados médicos para prevenir infecções e tratar outras condições associadas.

Além disso, o apoio psicológico para as famílias desempenha um papel essencial na adaptação ao novo cotidiano e na busca por uma vida mais digna e confortável para as crianças diagnosticadas.

Ao refletirmos sobre a síndrome de Edwards e as vivências das famílias afetadas, é imperativo que a sociedade se una para fornecer suporte e informar sobre esta condição, promovendo a conscientização e ajudando a desmistificar as dificuldades enfrentadas. Assim, eventos como o Dia de Conscientização sobre a Síndrome de Edwards tornam-se fundamentais.

Para mais informações sobre o tema, acesse a reportagem completa.

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