Brasil, 3 de abril de 2025
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Abin investigou Mansão Maromba após encontro de Jair Renan Bolsonaro

A Abin foi acionada para investigar a Mansão Maromba, projeto de Tiago Toguro, após o filho do ex-presidente Bolsonaro ser visto lá.
Jair Renan Bolsonaro. Foto: Reprodução

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está atualmente sob os holofotes após ser acionada para investigar a Mansão Maromba, um projeto idealizado pelo influenciador Tiago Toguro. A movimentação ocorreu depois que Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi visto frequentando o local.

Esse levantamento de informações foi relatado por um agente da Abin durante um depoimento à Polícia Federal em novembro do ano passado, e agora gera repercussões em várias esferas da sociedade brasileira.

A investigação

Conforme o depoimento, a solicitação de investigação sobre a Mansão Maromba partiu de um dos diretores da Abin durante o governo de Jair Bolsonaro. O agente afirmou que a investigação foi motivada pelo envolvimento de Jair Renan com o projeto. “Que fez o perfil do responsável pela ‘casa maromba'”, disse o servidor, referindo-se ao espaço que se tornaria um centro de conteúdo digital, envolvendo influenciadores e personalidades ligadas ao mundo fitness.

O que é a Mansão Maromba?

A Mansão Maromba é um espaço projetado para a criação de conteúdo digital, onde influenciadores e gamers se reúnem para produção de vídeos e outras interações. O projeto ganhou notoriedade com a presença de diversas figuras da internet, incluindo Jair Renan, que passou períodos em casas do projeto tanto no Ceará quanto em São Paulo. No entanto, enquanto a iniciativa atrai cada vez mais participantes, a ligação do filho do ex-presidente ao local levanta questões sobre a privacidade e o monitoramento de cidadãos.

Dentre os conteúdos publicados, há registros de Jair Renan participando de vídeos e eventos na Mansão Maromba. Contudo, além das curiosidades sobre influenciadores digitais, essa investigação da Abin revela um esforço significativo de monitoramento que levanta questões éticas e legais sobre os limites da atuação da inteligência brasileira. O servidor da Abin ainda destacou outros casos de espionagem, incluindo uma tentativa de acessar informações do governo paraguaio, o que intensifica o debate sobre as práticas utilizadas pela agência.

A Abin em foco

As revelações mais recentes incluem informações de que a Abin teria utilizado um sistema espião via e-mail para invadir os computadores do governo paraguaio, buscando informações sobre a negociação da hidrelétrica de Itaipu. Segundo o depoimento, a operação foi autorizada pelo chefe da Abin à época, e também pelo atual diretor Luiz Fernando Corrêa. Essa prática, que envolveu tecnologia avançada e um elaborado plano de ação para não ser rastreada, chama a atenção para o uso da inteligência de forma questionável e levanta a discussão sobre a necessidade de reformulação das práticas da agência.

O que diz o governo?

Em resposta a essas alegações, o Itamaraty confirmou que uma operação de inteligência para acessar computadores de autoridades do Paraguai foi autorizada em junho de 2022, mas que a ação foi suspensa em março de 2023, no começo da nova gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Tal posicionamento enfatiza a mudança de abordagem em relação a operações de inteligência e espionagem quando se compara os mandatos dos presidentes.

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