Brasil, 23 de janeiro de 2026
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Arte e cultura como caminhos de inclusão para crianças neurodivergentes

A arte e a cultura ocupam um papel central no desenvolvimento de crianças neurodivergentes ao criarem espaços de expressão, pertencimento e comunicação que vão além da linguagem verbal. Em um contexto social ainda marcado por padrões rígidos de comportamento, atividades culturais se apresentam como ferramentas capazes de ampliar repertórios, favorecer vínculos e estimular o desenvolvimento emocional e social de forma respeitosa e inclusiva.

Para muitas crianças neurodivergentes, como aquelas dentro do espectro do autismo ou com outros perfis de funcionamento neurológico, o corpo, o som, o ritmo e a imagem funcionam como canais legítimos de expressão. A música, a dança, o teatro, as artes visuais e manifestações culturais tradicionais permitem que essas crianças se comuniquem por meio de sensações, movimentos e emoções, reduzindo barreiras que, muitas vezes, surgem em ambientes excessivamente estruturados ou excessivamente verbais.

Segundo a psicóloga Sirlene Ferreira, responsável pela Clínica Conecta Aba Incluir Brincando, a relação entre arte e saúde mental é direta e profunda.

“A arte e a mente têm uma conexão bidirecional. A arte estimula o cérebro, ativa centros de prazer, memória e motivação e funciona como uma ferramenta potente para a saúde mental. Ela ajuda a processar emoções, aliviar estresse e ansiedade, além de promover autoconhecimento e resiliência, atuando como uma forma de terapia e até de prevenção de transtornos”, afirma.

Além do aspecto expressivo, a vivência cultural contribui para o desenvolvimento de habilidades importantes, como coordenação motora, atenção, interação social e autonomia. Atividades artísticas favorecem a experimentação em ambientes menos julgadores, nos quais o erro não é visto como falha, mas como parte do processo criativo. Esse fator é especialmente relevante para crianças que convivem com cobranças constantes para se adequar a normas sociais rígidas.

Outro ponto fundamental é o impacto da cultura na construção do sentimento de pertencimento. Quando uma criança neurodivergente participa de uma atividade cultural, ela ocupa um espaço social legítimo, compartilhado com outras crianças, famílias e comunidade. Essa convivência contribui para a naturalização das diferenças e para a construção de uma sociedade mais empática e preparada para lidar com múltiplas formas de ser, sentir e existir.

De acordo com Sirlene, a arte também atua como mediadora emocional. Sons, cores, movimentos e narrativas ajudam a organizar emoções, aliviar tensões e favorecer a autorregulação. Em muitos casos, crianças que apresentam dificuldades de comunicação verbal conseguem demonstrar sentimentos, preferências e desconfortos por meio de atividades artísticas, fortalecendo a escuta sensível de familiares e profissionais.

“Aqui, na Clínica Conecta ABA Incluir Brincando, integramos arte e cultura ao cuidado de crianças neurodivergentes, ampliando a compreensão de desenvolvimento para além de metas terapêuticas tradicionais. Reconhecemos que inclusão não se resume ao acesso a serviços, mas passa também pela garantia de experiências culturais significativas, que respeitam singularidades e valorizam potencialidades”, finaliza Sirlene.

Fotos: Divulgação

Com informações da Ascom

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