Brasil, 17 de janeiro de 2026
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Tragédia em Guaratiba: três mortos em queda de helicóptero

Na manhã deste sábado (17), uma tragédia abalou a comunidade de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Três pessoas perderam a vida após a queda de um helicóptero Robinson R44 II, de prefixo PS-GJS, em uma área de mata. O incidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e diversos órgãos de resgate, que chegaram rapidamente ao local.

As vítimas do acidente

As vítimas do acidente foram identificadas como:

  • Sérgio Nunes Miranda, Major da Força Aérea Brasileira (FAB)
  • Lucas Silva Souza, capitão do Corpo de Bombeiros
  • Diego Dantas Lima Morais, instrutor de voo

Entre os mortos, o capitão Lucas Silva Souza estava pilotando a aeronave no momento do acidente. Em julho do ano passado, seu trabalho acadêmico sobre segurança jurídica em missões aeromédicas foi reconhecido e premiado no 3º lugar no Congresso Aeromédico (CONAER 2025), um importante evento voltado para a aviação pública no Brasil.

O major Sérgio Nunes também é uma figura respeitada na FAB, e Diego Dantas, o único civil entre as vítimas, atuava como instrutor de voo, contribuindo com sua experiência para a formação de novos pilotos.

O luto da corporação

Em uma nota oficial, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro expressou suas condolências pela perda do capitão Lucas: “Dedico-te a memória de um dedicado piloto do Grupamento de Operações Aéreas (GOA)”, ressaltando seu profissionalismo e comprometimento em salvar vidas. A nota destaca a importância da missão de Lucas e seu amor pela aviação, que serão lembrados por todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

Entenda o acidente

A queda do helicóptero ocorreu em uma área de mata na Avenida Levy Neves, esquina com a Rua Tasso da Silveira. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 9h55 por testemunhas que estavam nas proximidades e viram a aeronave despencar. Segundo relatos, o helicóptero havia decolado do Helimar, localizado no Recreio, e antes da queda, realizou uma parada no Clube Céu, em Sepetiba, para troca de pilotos.

A aeronave, antes de desaparecer do radar, executou manobras conhecidas como circuito, práticas comuns na aviação. Por volta das 14h, as equipes de resgate continuavam seu trabalho na área, utilizando helicópteros e viaturas para acessar a região de difícil acesso.

Investigação em andamento

Após o acidente, a Força Aérea Brasileira (FAB), em conjunto com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), iniciou uma investigação para determinar as causas da queda. A Aeronáutica já acionou especialistas do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) para a Ação Inicial do incidente.

Durante essa fase, os investigadores coletam dados, preservam elementos da cena do acidente e Buscam informações que podem explicar as circunstâncias da tragédia. Um relatório detalhado sobre a ocorrência será publicado no site do CENIPA, podendo ser consultado publicamente. A conclusão da investigação dependerá da complexidade do caso e do tempo necessário para a coleta de informações precisas.

As autorizações para a liberação de informações sobre os resultados da investigação serão formalmente anunciadas apenas após a publicação do Relatório Final SIPAER, conforme as normas estabelecidas pelo Código Brasileiro de Aeronáutica.

Reflexões sobre segurança aérea

Este fatídico acidente levanta questões urgentes sobre segurança na aviação, especialmente em operações de resgate e transporte aéreo. A comunidade aérea e os órgãos reguladores precisam considerar a necessidade de revisões em protocolos de segurança, treinamento e procedimentos operacionais para prevenir futuras tragédias.

A perda de vidas em incidentes como este é um lembrete sombrio da fragilidade da segurança aérea e da importância do contínuo aprimoramento das práticas na aviação, para que profissionais dedicados como Lucas, Sérgio e Diego possam continuar trabalhando em segurança, em prol da sociedade.

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