O empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, figura em investigações relacionadas a fundos de investimento que adquiriram participações em um resort no interior do Paraná. Zettel, que deixou de ser cotista do fundo em 2022, aparece como participante-chave na operação, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, após investigação da Polícia Federal (PF).
Movimentações suspeitas e ligação com fundos de investimento
De acordo com documentos obtidos pelo jornal, Zettel foi o único cotista do fundo Leal, gerido pela Reag Investimentos, envolvida na operação. Ainda conforme os papéis, o fundo também era o único investidor do fundo Arleen, que realizou a compra de 50% da participação no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. A aquisição avaliada em R$ 6,6 milhões ocorreu em 2021 e envolveu fundos geridos por empresas controladas por familiares de Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Impulso de fundos de investimento em negócios imobiliários
Segundo as investigações, a movimentação financeira, que teria totalizado cerca de R$ 650 milhões, passou por empresas ligadas à família de Vorcaro, incluindo a Reag Investimentos. A atuação do fundo Leal, cujo cotista foi Zettel, revelou-se determinante na aquisição de parte do resort, com participação de fundos controlados por familiares de Toffoli. A defesa de Zettel confirmou que ele deixou o fundo em 2022, informando que a liquidação ocorreu em 2025.
Escândalos e implicações no setor financeiro
As investigações apontam para fraudes relacionadas ao Banco Master e operações de fundos que financiaram negócios imobiliários, como o Tayayá. Conforme apontado pela PF, há risco sistêmico no setor financeiro brasileiro, decorrente dessas operações suspeitas. Além de Zettel, os irmãos de Toffoli e o primo do ministro também participaram do esquema, tendo vendido suas participações ao atual dono do resort, Paulo Humberto Barbosa, no ano passado.
Participação do ministro e repercussões
Enquanto isso, Dias Toffoli, que é relator de processos que envolvem o escândalo, frequenta o resort, mas nega qualquer envolvimento direto na operação. Procurados, os familiares de Toffoli e os responsáveis pelo resort não se manifestaram até o momento. A Polícia Federal segue investigando para esclarecer os vínculos e as movimentações financeiras suspeitas.
Perspectivas futuras e investigação em andamento
A operação da PF revelou uma complexa teia de fraudes envolvendo fundos de investimento, transferência de recursos e negócios imobiliários de alto valor. A investigação aponta para ramificações que podem impactar o setor financeiro e o ambiente de negócios no país, além de reforçar a necessidade de maior fiscalização e transparência no mercado de fundos.
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